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Floripa, do alto do Morro da Cruz - (c) André Goldstein

Depois de mais de 6 semanas de viagem (quatro semanas em Floripa, uma em Campinas e uma no litoral paulista) estou de volta.

Primeiro, quero dizer que admiro demais as pessoas que conseguem viajar e blogar ao mesmo tempo. Além disso, passei a admirar muito os brasileiros que conseguem manter um blog, mesmo com todos os outros compromissos do dia a dia (Pra falar a verdade, basta responder um email com uma certa agilidade e já viro fã de carteirinha). Confesso que fiquei praticamente fora do ar durante a viagem. Até chequei emails que estava esperando e fiz algumas pesquisas, além de alguns projetos tradutórios, mas faltou tempo e energia para blogar. A sensação, enquanto estava lá, é que o tempo no Brasil passa diferente.

E mesmo com em seis semanas de dedicação exclusiva, parece que falta tempo pra fazer tudo que a gente quer. Mas deu pra matar as saudades da família e rever alguns amigos (nem todos, infelizmente!). Curti bastante meus pais e meus afilhados, que para meu espanto, já são quase pré-adolescentes! Mas, sem tirar o privilégio de ninguém, tenho que confessar que a coisa mais importante que aconteceu na minha vida foi conhecer meu sobrinho!

Ele é lindo, um fofo, nem sei como consegui me controlar pra não morder ele todinho, e apesar de estar bem atras na lista de preferências dele, acho que nos demos bem. Cheguei a tempo de aproveitar a festa de 1 ano e também o natal em família. Um lado meu gostaria de tê-lo conhecido bem bebezinho, mas sei que não poderia ter feito as duas viagens, então acho que foi bom esperar, assim pudemos interagir mais, e logo ele já sabia quem era a tia Gi! Sei que de agora pra frente tudo vai acontecer muito rápido (só para vocês terem uma idéia, ele estava praticamente só engatinhando quando cheguei e quando saí de Floripa ele já estava quase andando, agora -três semanas depois – ele já está andando sozinho). Então, o jeito é contar com o poder cibernético para acompanhar tudo pela webcam!

As coisas mais mundanas que fiz na viagem, vou contando aos poucos, em futuros posts.

E você, o que andou fazendo nessas últimas semanas?

P.S.: Para dificultar ainda mais minha vida de blogueira, o WP mudou tudo de lugar pora qui, to mais perdida do que cego em tiroteio (isso sem falar na reforma ortográfica!).

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Chicago - vista do apê

Chicago - vista do apê

Essa semana com a comemoração da vitória do Obama no Grant Park em Chicago, fiquei meio nostálgica da cidade dos ventos. Na verdade o certo é dizer fiquei mais nostálgica do que o normal, pois como deixei amigas muito queridas por lá, estou sempre meio saudosa. Mas como saudades de gente é diferente, vamos dizer que fiquei com saudades de estar lá, de andar pelas ruas da cidade, de passear pelos seus parques, de andar de bike na beira do lago Michigan, dos shows ao vivo (e de graça) no Millenium Park. Deu saudades até do nosso apErtamento, que o que tinha de melhor era essa vista do Lago Michigan ai da foto ao lado.

Lago Michigan

Lago Michigan - Chicago

Para quem não sabe, morei em chicago por um ano (Março de 2006 a Março de 2007). Quando a cara-metade me disse que tinha sido convidado para uma entrevista de empregos por lá fiquei bem cética. A Chicago do meu imaginário era aquela dos gangsters dos filmes de Al Capone e outros do gênero. Quando a primeira etapa da entrevista deu certo, e fui até lá pela primeira vez para conhecer a cidade e ver lugares para morar, minha surpresa foi imensa. Junto com toda a confusão, transito e loucura de uma cidade de mais de 3 milhões de pessoas, Chicago tinha também uma beleza singular, com sua Lake Shore (Orla do Lago), sua simpática downtown, seus parques. Enfim, uma cidade que mesmo no frio de novembro, quase na semana do famoso dia de Ação de Graças, irradiava luz e beleza. Me encantei.

4 de Julho 2006, Fogos de Artificio, Chicago

4 de Julho 2006, Fogos de Artifício, Chicago

Chicago é uma metropole, mas com jeito de cidade pequena. O seu centro está muito longe da magnitude de NY ou mesmo de LA, em compensação, tem tudo que essas cidades tem de bom, e talvez um pouco mais. Lembro bem de uma ocasião em que jantamos um restaurante árabe, no meio do bairro mais gay da cidade, e ao som de Roberto Carlos (em italiano!). Achei a combinação toda tão cosmopolita que a imagem ficou gravada na minha memória para sempre.

Millenium Park - Show do Seu Jorge

Milleninum Park - Show do Seu Jorge

Enquanto morávamos lá fizemos longos passeios de bike pela orla do lago, que tem trilhas pavimentadas para pedestre e ciclistas, assistimos a vários shows no Milleninum Park, fomos a vários museus de arte, passeamos na roda gigante do Navy Pier. Visitamos o Zoológico do Lincon Park, e o Aquário da cidade, fomos ao topo de Hancock Building, e assistimos os fogos do 4 de Julho da Janela de casa. E ainda assim, faltou muito pra ver e fazer. Chicago vale a visita. Na dúvida dá uma olhadinha em alguma das nossas fotos.


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Nossa passagem pelo arizona foi super rápida, chegamos a meia noite de sexta, cara-metade ficou sábado o dia todo fazendo um curso de fotografia e eu fiquei no hotel trabalhando. Sai para almoçar num shopping gigante do ladinho do hotel mesmo, e logo voltei. A noite fomos comer endless shrimp (um tipo de rodízio de camarão) no Redlobster, e voltamos para o hotel estufadinhos.

Enquanto isso, eu muito orgânica e distraída, esqueci completamente dos cactus saguaro típicos do Arizona, que a cara-metade fez o favor de me lembrar quando já estávamos saindo do hotel para voltar pra casa. Então, sugeri que fossemos procurar algum para tirarmos uma foto. De posse do nosso GPS (que merece um post inteirinho só para ele- ou seria ela?), saímos a busca de um parque nas redondezas. Acabamos seguindo em direção a um parque estadual Pleasant Lake (no qual não entramos pois tinha que pagar e achamos que não valeria a pena, considerando o pouco tempo que ficaríamos), e que depois descobrimos j’a nos levava em direção a um caminho de volta pra casa alternativo e que  não desapontou, avistamos “florestas” enormes desse cactus gigante, cuja flor é símbolo do estado do arizona.

Segundo a wiki:

Saguaro é o nome pelo qual o cacto da espécie Carnegiea gigantea é conhecido em seu lugar de origem, nos desertos da América do Norte. É a maior espécie da família Cactaceae, atingindo mais de 15 metros de altura. Trata-se de um cacto colunar, com ramificações em forma de candelabro, espinhos curtos e grandes flores brancas e tubulares, com antese noturna. O gigantesco cactus saguaro fornece ninhos às aves do deserto e funciona como “árvore”. O saguaro cresce lentamente mas pode viver 200 anos. Aos 9 anos, ele tem cerca de 15 cm de altura. Aos 75 anos, o cactus desenvolve seus primeiros ramos. Quando totalmente adulto, o saguaro chega a 15 metros de altura e pesa quase 10 toneladas. Eles povoam o deserto de Sonora e reforçam a impressão de que os desertos são áreas ricas em cactus.

É espécie cultivada como ornamental.

Ornamental mesmo, e parece que bem popular com o pessoal de paisagismo, uma cactinho bebê chega a custar 100 doletas. Um grandão já com os braços nem quero saber quanto pode chegar a custar. Esses ai da foto ao lado já estão bem fimezinhos, mas vimos outros com suporte de madeira, em áreas ainda em construção.

Parece que eles são protegidos por lei, então para mudá-los de lugar, ou construir ao seu redor, precisa de permissão especial.

Saguaro de longe

Saguaro de longe

Saguaro de Perto.

Saguaro de Perto.

Está certo que não sou a pessoa mais alta do mundo, mas dá para notar como são enormes essas árvores do deserto, não?

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Cholla Cactus Garden

Cholla Cactus Garden

Não sei vocês, mas sempre que penso em deserto. penso na Africa, no Sahara e me vem a mente imagens de extensas e infindáveis dunas de areia fininha, que vão até muito além da linha do horizonte. Sem faltar, é claro, os camelos ou dromedários, homens de turbante e, se estiver inspirada, a esperança de um oásis no meio do nada, tudo bem ao estilo contos das mil e uma noites… (Se estiver especialmente inspirada, entram também tapetes voadores e gênios que habitam lâmpadas lustrosas).

Mas a verdade é que há desertos mesmo aqui no ocidente, no coração das Américas, e eles também tem seu fascínio, mesmo que de uma forma completamente diferente. No finde que passou fomos ao Parque Nacional Joshua Tree (Joshua Tree National Park), que fica no encontro entre o Deserto de Mojave e o Deserto do Colorado ( que por sua vez, é parte do ainda maior Deserto de Sonora). O parque, que tem aproximadamente 3000km2 fica há umas 2 1/2 horas de L.A. (fora o transito), ou seja, do ladinho de casa, e fizemos uma parada relâmpago na volta do Arizona.

Logo na entrada, não há muito que diferencie o parque do restante da paisagem árida que a gente viu no caminho. Muitos arbustos e montanhas de pedras expostas. Mas conforme vamos entrando no coração do parque, a paisagem vai mudando um pouco e a vegetação típica da região começa a ficar mais evidente. Na área do Deserto do Colorado, de baixas altitudes, os vários tipos de cactus chamam a atenção, pela sua beleza, o cholla cactus (Cylindropuntia bigelovii) parece (de longe) tão fofinho, que leva o apelido de teddy-bear cholla (Teddy-bear = urso de pelúcia). Infelizmente, não dá nem para pensar em um abraço de urso, com a infinidade de espinhos que seus troncos trazem consigo. Já na parte do Deserto do Mojave, que é caracterizada pela maior altitude, o grande destaque fica para as famosas árvores Joshua Trees (Yucca Brevifolia), que pela sua abundância na região, dão nome ao parque.

É interessante observar que tanto o Joshua Tree quanto o Death Valley (que também é um deserto da Califórnia, e que visitei em Julho) só foram transformados em Parques Nacionais recentemente. Nenhum dos dois tem a beleza óbvia e escandalosa de parques como Yosemite, Yellowstone, ou Grand Canyon. Ao contrário, sua beleza está nos detalhes e, principalmente, na persistência e perseverança de seus habitantes. A região é inóspita, água potável somente nas extremidades do parque, onde ficam as dependências da guarda florestal. As áreas destinadas a acampamentos são das mais rústicas que já ví por aqui (e ainda assim tudo muito organizado, com banheiros – sem água corrente – e áreas designadas para barracas). Nada disso, porém, impede que o parque seja visitado por centenas de pessoas todos os anos. Aliás, enquanto estávamos por lá, notamos que todas as áreas de acampamento estavam lotadas.

Infelizmente, nossa passagem por lá fui quase relâmpago, mas já decidimos que vamos voltar para acampar uma hora dessas!

Abaixo algumas fotinhas (Detalhe Importante: desta vez, a fotógrafa sou euzinha!) do que conseguimos ver:

Cholla Cactus – Inside and Out

Jumbo Rocks

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Hoje foi feriado aqui, então aproveitamos o finde mais comprido e fomos para o litoral. Na região da praia de Pismo, há umas 3 horas daqui. Pegar praia por aqui é sempre muito diferente de pegar praia no Brasil, já que na maioria das vezes está frio demais para cair na água, ou mesmo pegar um solzinho na areia, então a gente aproveita para apreciar a natureza. Dessa vez não foi diferente, o fim de semana foi gostoso, o tempo não ajudou muito, mas pelo menos não choveu, então conseguimos fazer algumas caminhadas e aproveitar o pôr-do-sol de sábado e domingo.

Porém a grande e inesperada aventura foi o nosso primeiro passeio de caiaque. Estávamos no fim do nosso passeio, e resolvemos dar uma olhada na baia de Morro Bay, antes de pegar a estrada para voltar para casa. Chegando lá o que mais haviam eram caiaques passeando pelas águas calminhas da baia. Uma coisa tão convidativa…. foi dando uma vontade de entrar naquela água também….

Quando avistamos uma barraca alugando caiaques, não resistimos, e encaramos nossa primeira viagem. Munidos de coletes salva-vidas e uma sacola a prova d’água para os nossos pertences mais básicos, entramos no barquinho e saímos remando.  Fui na frente, pois o remador mais forte deve ficar atrás do barquinho, comandando a operação, e o passeio não decepcionou. Simplesmente adorei!

Remamos 45 minutos até as dunas do outro lado da baia. No caminho passamos por duas foquinhas felizes e faceiras, além de zilhões de pássaros, entre eles gaivotas, gaivotinhas e os deslumbrantes pelicanos, que andavam aos bandos por todas as praias por onde passamos, fazendo razantes na nossa frente. Fizemos uma parada rápida do outro lado, uma pequena caminhada pelas  dunas, e logo voltamos. Sabe como é, marinheiros de primeira viagem, umas nuvens meio pesadas se aproximando…  Mas a volta foi bem mais rápida e, apesar de uma corrente mais forte estar nos puxando para dentro da baia, relativamente tranqüila.

Achei tudo relativamente fácil, você rema uma vez para cada lado para seguir em frente, se quer ir para uma direção rema para o lado oposto, e assim vai ajustando o passo, digo a remada, conforme a maré. O passeio foi curto, mas serviu para deixar um gostinho de quero mais. E agora o mais novo sonho de consumo da nossa lista é um caiaque. 😉

Caiaque

Caiaque1

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Viajamos para Monolake no início do verão, e por algum motivo eu estava relutante em contar essa história. Acho que é porque anotei tudo no meu caderninho, ou seja, já escrevi tudo que tinha para escrever uma vez, e ai faltou inspirarão para falar tudo novamente. Mas agora tenho um bom motivo para relembrar, já que uma das fotos de monolake é finalista em outro concurso de fotografia, dessa vez no concurso mensal da BetterPhotos.

Essa viagem foi particularmente interessante, passamos por Alabama Hills, por Juno Lake, Bodie e Monolake. O mais engraçado é que havia um workshop sobre fotografia acontecendo na região, então, em praticamente todos os lugares que passamos havia um enxame de fotógrafos lutando por um lugar ao sol (ou ao pôr-do-sol, ou ao nascer do sol), para o nosso fotógrafo foi complicado, é difícil achar inspiração tendo que competir por cada centímetro de visão com mais 500 outras pessoas (okay, deviam ser uns 10 ou 12, mas mesmo assim…). Para quem fica só assistindo e meditando, como é o meu caso, é divertido. Todos se concentram em um mesmo lugar, poucos tomam a iniciativa de procurar um ângulo diferente, e quando o fazem, logo são seguidos por um bando. Abaixo as anotações que fiz enquanto estava lá, complementadas por um pouco de informação que encontrei na web ao transcrever tudo aqui (não resisti!)

21 de Junho de 2008:

Agora estamos em Monolake, 100 milhas ao norte dos Alabama Hills. Subimos lentamente, passando por June Lake, deslumbrante, coisa de cartão postal, e chegamos aqui umas 4:00 da tarde. Passeamos pelo parque, encontramos um suiço muito simpático, que deu umas dicas sobre os melhores lugares para fotografar o pôr-do-sol. Aliás, ele tirou 5 meses de férias para viajar pela América do Norte, e está hospedado em seu carro!

Depois de explorar um pouco o parque, paramos para um almoço-jantar e voltamos para pegar o pôr-do-sol, que é dos melhores horários para fotografar qualquer lugar. Mas especialmente favorável para fotografar um lugar como este. Monolake é um lago salgado, praticamente um mar interior, cuja concentração de sal, que varia conforme o nível de água no lado, é pelo menos 2 vezes maior do que a concentração de sal no mar. Em monolake ninguém nada, muito menos afunda, consegue-se apenas boiar (não que eu tenha tentado!). O lago é refugio de muitas espécies de aves e segundo a wiki é um dos ecossistemas mais produtivos da América do Norte.

Mas o que chama mesmo a atenção dos viajantes, e que atrai fotógrafos de todo o mundo são seus tufos calcários. Que aparecem e desaparecem com as variações do nível de água do lago. E que formam umas torres de rochas que variam em cores e tamanho e adquirem cores fascinantes conforme são banhadas pelos raios solares.

Monolake é mais um lugar fascinante, que fica escondido atrás da Sierra Nevada e que nos foi uma grata surpresa. Recomedo uma visita a quem estiver por essas bandas!

E para ajudar, mesmo com toda a concorrência do pessoal do curso de fotografia, o nosso fotógrafo deu um jeitinho de tirar a fotinho abaixo que está fazendo o maior sucesso no concurso de fotografia que mencionei acima. Infelizmente, esse concurso não é de votação popular, então tudo que se pode fazer é torcer!

André Goldstein

Copyright: André Goldstein

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Puzzlepostcard

Originally uploaded by nossasandancas

As vezes tenho que tirar o chapéu para os americanos, o povo aqui é criativo (até ai tudo bem, afinal, também somos, não é atoa que somos fomosos pelo jeitinho brasileiro) e não dorme no ponto! Se a idéia é boa, logo alguém põe em prática. Tudo bem que é sempre tudo patenteado, lacrado a sete chaves para ninguém copiar, e o sujeito ficar rico…

Mesmo assim, há que se dar o mérito a quem merece. E, na minha humilde opinião, quem inventou o cartão postal em forma de quebra-cabeça teve uma idéia genial. É algo simples, relativamente barato, pouco mais do que um cartão postal comum, e tãaaaooooo divertido! Pelo menos para quem envia! Fico sempre imaginando a carinha do destinatário, abrindo aquele envelope todos ansioso, só para descobrir que para decifrar a mensagem e a imagem, ainda vai ter que dar uma de detetive juntar todas as peças e coisa e tals.

Tudo bem, pode ser que eu seja meio nerd, mas sempre adorei quebra-cabeça. E depois que descobri esses postais, sempre procuro por eles quando vou passear nos parques nacionais. Infelizmente nem todos tem. Mas o Vale da Morte tinha, então aproveitei.

Tem gente que logo, logo ta recebendo algum por ai em Terra brasilis. 😉

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