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Posts Tagged ‘los angeles’

Los Angeles está em chamas desde ontem, com incêndios nos arredores de Santa Bárbara e também aqui perto de casa, no noroeste da cidade. O número de casas que sucumbiram as chamas ainda é incerto, mas apenas numa comunidade de trailers (casas móveis) foram 550 casas perdidas para as chamas. Segundo uma matéria no jornal de Los Angeles, são mais de 10.000 pessoas evacuadas de suas residências por precaução. O fogo não faz distinção de classes, e várias mansões também estão sendo atingidas pelas chamas. O ator Rob Lowe disse que escapar de sua casa com seu filho foi como estar vivendo um Armagedom.

As imagens na TV são assustadoras. As ‘brazas’ são levadas pelo vento, atravessando ruas e iniciando novos focos de incêndio.  Há várias rodovias fechadas pois a fumaça e as rajadas de vento cheias dessas ‘brazas’ tornam impossível o transito nessas rodovias. Mesmo as casas que são construídas com material menos suscetível as chamas, como reboco com call e telhas de barro, estão sendo atingidas, pois as faíscas entram pelo sistema de ventilação e queima as casas de dentro para fora.

O mais assustador é a aleatoridade dos incêndios, que uma vez iniciados, são extremamente difíceis de controlar. O famoso vento de Santa Ana (que me lembra o nosso vento sul de Floripa) que tem soprado na região também não ajuda na contenção das chamas. Mas parece que as coisas estão melhorando, mais nenhuma evacuação obrigatória foi estabelecida nas últimas horas. Agora é torcer pra que o vento abrande e os bombeiros consigam pelo menos controlar a situação.

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Semana passada estávamos com visita em casa. Na verdade ela veio para uma conferência, então quase não nos vimos, pois ela saia todos os dias cedinho e só voltava bem tarde.

Mas na sexta-feira antes de partir, tirou um tempinho para me levar pra passear pela cidade. Não você não entendeu errado, foi ela mesmo quem me levou para passear. Explico: minha visita morou em San Diego, que fica há umas 2 horas ao sul de LA, por uns 4 anos, então veio para cá varias vezes a passeio, e conhece bem mais a cidade do que nós.

Então sexta-feira, munidas apenas do tal GPS (Sistema de Posicionamento Global) seguimos para L.A, para explorar a cidade. Inicialmente, minha natureza de co-pilota mor ficou se sentindo meio inútil, obsoleta, um ser largado as traças, e completamente desnecessário para o sucesso da empreitada. Mas conforme fomos seguindo, tagarelando sem parar, somente sendo interrompidas vez por outra, por aquela voz dizendo coisas como: “mantenha-se a esquerda, próxima saída a 200 m”, “vire a esquerta agora”, “recalculando”, comecei a perceber o verdadeiro potencial desse aparelhinho.

A cada parada, um reajuste, um novo destino escolhido ali, na horinha, nada de folhear o calhamaço do mapa impresso, e ter que ficar pulando para frente e pra traz naquelas folhinhas minúsculas. Perdeu a entrada? Não tem problema, a “moça” é esperta e rapidinho recalcula o trajeto e indica uma nova rota. Não sabe o nome do lugar? Basta localizar uma aérea perto no mapa da telinha, fazer um pontinho, e lá vamos nós.

Com a ajuda do GPS, chegamos facilmente a nossa primeira parada, o Griffin Observatory, , que fica numa montanha, dentro de um parque no meio da cidade, e quando o tempo ajuda, permite uma visão espetacular de Los Angeles (lógicamente que o tempo não ajudou quando estavamos por lá, mais tudo bem). E’ nesse parque também que fica o famoso sinal de Hollywood, que pode ser facilmente visto do observatório. Aliás, falando em Hollywood, o observatório como praticamente tudo que a gente sai para ver por aqui, já foi cenário de vários filmes famosos, como: “O Exterminador do Futuro”, “As Panteras Detonando” – aquele com o Santoro, “Transformers”, e o “Flesh Gordon”, só para citar alguns.

Aproveitamos para dar uma passada por Hollywood, incluindo calçada da fama e o Kodak Theater, onde tem sido realizada a cerimônia do Oscar nos últimos anos, e que, curiosamente, fica dentro de um shopping center. O Shopping é grande e impressivo, e fica perto do Hollywood Bowl (para quem não lembra é onde fomos assistir ao Gilberto Gil em Junho). A área é interessante pelos seus ‘habitantes’ enquanto estávamos por lá encontramos Marilyn Monrooe, Superman, Batman e Coringa, além de um número impressionante de gente vendendo mapas da cidade com a localização das casas das estrelas… deve ter doido que compra, né?

De lá seguimos para a famosa Rodeo Drive, uma rua famosa por aparecer no filme Uma Linda Mulher (refrescando a sua memória: onde a Julia Roberts vai fazer suas compras e recebe um péssimo tratamento, só para voltar depois dando a volta por cima, lembrou agora??). No caminho passamos por Sunset Boulevard, e pela famosa Bervely Hills.

Seguimos então para Santa Mônica, que tem entre seus moradores, os famosos Tobey Maguire, Robert Redford, e Cristina Ricci. Almoçamos um autentico Burger no Johny Rockets, com direito a musica tema ensurdecedora e dancinha maluca dos atendentes. Depois uma olhadinha rápida no Pier de Santa Mônica, e o destino final, Union Station. Muito antes disso eu já tinha me perdido de amores pelo tal GPS… Então peguei o trenzinho que atende o pessoal da periferia (como euzinha), e cheguei em casa no fim do dia, conhecendo um pouquinho mais de LA e toda querenta de um GPS! Assim quem sabe até me transformo numa motorista mais corajosa e posso ter ainda mais histórias para contar dessa cidade tão famosa. 😉

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Hoje, terça-feira, dia 29 de Julho de 2008, experimentei meu primeiro terremoto, 5.8 de magnitude, epicentro há alguns bons quilômetros daqui, mais ao sul de Los Angeles.

Ele chegou de mansinho, confundi seu efeito com o balançar que minha mesa costuma fazer quando digito muito rapidamente, então levei alguns segundos para perceber que a coisa era um pouco mais séria. Constatado que era mesmo terremoto, sai correndo para o batente da porta do escritório, onde a gente, supostamente, deve ficar para se proteger. Em uma avaliação mais cuidadosa, e lá se vão mais alguns preciosos segundos, concluí que aquele batente não ia sustentar é nada, e corri em direção a porta da rua, que fica no andar térreo. Chegando lá, o tremor já havia passado, de prova que o evento realmente havia acontecido, só o leve ondular das persianas.

Corri para o telefone, mas o celular estava fora do ar, a internet tao pouco funcionava, e fiquei assim, com aquela vontade louca de contar pra alguém o acontecido e sem poder falar com ninguém (não temos linha telefônica normal). Mas, desconecta fio aqui, conecta novamente alí, e voilá, a internet estava de volta, e estou aqui, contando pro mundo da minha experiência.

Segundo as notícias até o momento, o pior foi mesmo o susto. Para mim, o pior foi perceber o tempo que levei para me dar conta do que estava acontecendo, preciso me antenar! Outra hora posto aqui as precauções possíveis para quem vive em terras em movimento.

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