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Posts Tagged ‘Culinária’

Quando era criança não gostava de sopas, especialmente aquelas de pacote, tipo sopa maggi ou knorr. A única exceção era a canja de galinha, sempre bem branquinha com caldo ralo, bem inócua, para ser sincera. Felizmente, o tempo e as circunstâncias da vida me fizeram dar uma chance a outros tipos de sopas. Com o tempo, fui descobrindo as minhas favoritas, e a de lentilhas está entre elas. Já tentei fazer sopa de lentilha normal, daquelas que tem que deixar de molho como o feijão, mas sempre ficam mais para cozido do que sopa. Outro dia, antes de ir para o Brasil comprei um pacotinho de lentilhas vermelhas, e essa semana experimentei fazer uma sopinha com elas. E não é que deu certo. A de hoje ja é a terceira que faço. E o melhor, a receita é fácil demais, veja só:

Ingredientes:

– 1 cebola picadinha

– 1 cubinho de caldo knoor (eu uso caldo de carne, mas imagino que tanto o de frango quanto o de legumes devem ficar bons).

– 1 copo de lentilhas vermelhas lavadas (não precisa deixar de molho

– 1 litro de água

Modo de fazer:

– fritar a cebola com o caldo magi até dourar. Acrescentar a lentilha e em seguida a água, deixar cozinhando em fogo brando até que a lentilha se dissolva (mais ou menos 30 minutos). Umas lasquinhas de parmesão e uns biscoitos água e sal e está pronto o seu jantar.

Fiz uma vez, sem muita fé que iria dar certo e já pensando em incrementar depois. Mas o resultado foi tão bom que que não consigo pensar em mais nada  para acrescentar.

E você, se resolver experimentar, passe aqui para dar o veredito, ou quem sabe alguma sugestão.

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Mais uma pequena (porém altamente calórica) brecha na dieta, para não perder o hábito. Essa semana tive um orkontro em Irvine, umas duas horas ao sul daqui. Planejei levar um bolo de mandioca com coco que eu adoro. Infelizmente, acabei me atrapalhando um pouco e só consegui levar a mim mesma e a minha boquinha nervosa.

Mas, como já havia comprado a mandioca e coco, resolvi fazer o bolo hoje, para o meu próprio deleite (até o momento) e o deleite (futuro, pois ele ainda está esperando esfriar pra experimentar) da cara metade. Esse bolo é mais uma daquelas muitas coisas quase mitológicas por aqui, já que se quiser só fazendo em casa mesmo, não tem pra comprar em nenhum lugar. Mas, o bom é que o aipim (que é como a gente chama mandioca no sul), tem em qualquer mercado. O nome em inglês é yucca root (ou raiz de yucca), os derivados, como polvilho e as bolinhas para fazer sagu são conhecidos como tapioca, mas a raiz mesmo é yucca.

Os ingredientes

Os ingredientes

Usei a seguinte receita com pequenas variações (em itálico):

Ingredientes:

– 700 gramas de mandioca crua (ralada) – usei menos que isso, apenas uma raíz grande, pois era o que eu tinha em casa.

– 1 lata de leite condensado

– 1 vidro de leite de coco – usei uma lata maior que a lata de leite condensado, pois é o que se encontra por aqui.

– 4 ovos – usei apenas 3 (acho que poderia ter usado 2).

– açucar a gosto – coloquei uma xícara de cafezinho (mas nem precisava, pois o coco aqui já vem com açucar).

– 1 coco ralado pequeno (coloquei um pacote enorme que tinha em casa).

Modo de fazer:

No forno

No forno

Descascar a mandioca e retirar o fio que fica no meio (a receita pede pra reservar e depois jogar ela inteira no liquidificador, mas eu ralei a minha no processador de alimentos).

Bater no liquidificador, o leite condensado, os ovos, o leite de coco, o açúcar. Juntar a mandioca aos poucos.

Quando estiver bem moido, juntar o coco com uma colher de pau. A minha mistura ficou bem rala, por isso acabei usando todo o pacote de coco ralado (e também porque gosto bastante de coco).

Assar em assadeira untada com margarina em fogo brando por 40 minutos. Está pronto quando o bolo estiver douradinho.

E ai está o resultado:

O resultado!

O resultado!

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Ontem fomos a um evento brasileiro em Los Angeles em comemoração a independência do Brasil. Ficamos pouco tempo, e nem tirei fotos. Já havíamos almoçado e eu estava contando com um pudim de leite de sobremesa, ou na pior das hipóteses, um brigadeirinho. Não achei nem uma coisa nem outra, apenas uma cocada caríssima ($3 dólares!), que não estava ruim, mas também não estava maravilhosa.

Mas, para não sair de mãos abanando, compramos pastel de feira e uns guaranás para fazer um lanche na praia, nossa próxima parada. O guaraná estava uma delícia, mas também, guaraná antártica nunca decepciona, não é mesmo? Os pastéis estavam no mesmo nível da cocada, não estavam ruins, mas também não estavam deliciosos (e nem vou falar do preço exorbitante), e serviram sim para incutir na minha mente (ou no meu estômago), uma vontade de comer mais pastel.

Hoje a noite a vontade aumentou, e resolvi tentar fazer pastéis. O grande problema de pastel aqui é a massa. Não se acha aquela massa de pastel prontinha que a gente encontra em qualquer padaria/mercadinho ai no Brasil. Então, para variar recorri a internet para encontrar uma receitinha de massa de pastel para tentar fazer em casa. Depois de estudar algumas opções, escolhi essa aqui (critério de escolha? – a receita pedia aguardente, e lembrei que as receitas de massa frita que minha mãe costumava fazer em casa sempre pediam cachaça):

Ingredientes:

500 g de farinha de trigo

200 ml água

1 colher (sobremesa) sal

1 colher (sopa) óleo

1 colher (sopa) aguardente

Óleo para fritar

Recheios variados

Modo de fazer:

Aquecer a água e juntar o sal, Misturar e reservar. Colocar a farinha, o óleo e a aguardente em um recipiente. Misturar tudo acrescentando a água com sal reservada anteriormente. Sovar bem até que a massa fique lisinha e homogênea (tive que acrescentar mais trigo para obter aquela consistência similar a massa de pão).

Deixa a massa descansar por aproximadamente 10 minutos. Abra a massa com o rolo, coloque o recheio escolhido, feche e pressione as laterais com as pontas dos dedos. Frite em óleo quente.

Recheie alguns com queijo e outros com queijo e presunto. A parte mais difícil foi conseguir esticar a massa para ficar bem fina, e depois fritar sem deixar queimar ou sem o pastel estourar (o que faz com que respingue óleo para todo lado – mais ainda do que o normal da fritura). Mas o resultado foi bem positivo, e como sempre está ai a foto pois nesse blog só entram receitas testadas pessoalmente na nossa cozinha e aprovadas pelo degustador-mor (ou qualquer desavisado que eu eu achar de cobaia por ai!).

Pastel Caseiro

Pastel Caseiro

P.S.: Tem que dar um desconto para forma, já que com massa caseira é difícil fazer tudo perfeitamente redondinho, ou quadrinho, ou em formato de meia-lua. 😉

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Bolo de três leites

Bolo de três leites


Hoje fiz um bolo de três leites, ou em espanhol, pastel de tres leches. Esse bolo tem origem latino americana, mas só vim a conhecê-lo aqui nos USA (com TODA essa evidência, minha teoria é de que não é muito comum no Brasil! 😉 ). Segundo a wiki, sua origem exata é disputada entre o México e Nicaragua. Honestamente? Muito pouco me importa quem inventou o danadinho, o importante é que ele existe.

Esta foi minha segunda tentativa. A da semana passada ficou muito sem graça, então nem animei de postar a receita. Mas a de hoje deu certo (sim, sim, já experimentei!). Acho que vai ficar melhor ainda depois de bem geladinho.

Mas o que é o bolo de três leites? O nome já diz, é um bolo que leva três tipos de leite (o leite evaporado, o leite condensado e o creme de leite – de preferência fresco). Na realidade é um pão-de-ló afogado. Você faz o bolo normalmente (fiz o meu num pirex desses que tem tampa, assim, pude afoga-lo lá mesmo!), e depois mistura os três leites e joga a mistura em cima do bolo, que como uma boa esponja (aliás, pão-de-ló chama-se bolo esponja em inglês) absorve todo o líquido, e fica molhadinho. Depois, se quiser, pode cobrir com um glace de nata, umas frutinhas, e está pronto o bolinho.

A receita que usei foi a seguinte:

Para o bolo:

1 copo (250g ) açucar – usei açucar granulado, mas parece que também dá para usar açucar de confeiteiro.

5 ovos separados

1/3 copo de leite

1 colher de chá de essência de baunilha

1 copo de trigo

1 e 1/2 colher de chá de fermento royal

Para o afogamento:

1 lata de leite condensado

1 lata de leite evaporado

1/2 copo de creme de leite fresco, ou 1 lata de creme de leite.

Modo de fazer:

1. Aqueça o forno a 175oC, unte e enfarinhe uma forma refratária.

2. Bata as gemas e 3/4 de copo de açucar até que a mistura fique clarinha e dobre de volume. Adicione o leite, a baunilha, o trigo e o fermento.

3. Bata as claras em neve até formar picos (a receita pede para adicionar o restante do açucar as claras em neve, mas esqueci e não notei diferença, então fica a critério do cheff!). Misture as claras em neve a massa já batida, coloque a mistura na forma untada.

4. Deixe assando por 40 minutos ou até que passe no teste do palito. Deixe esfriar por 10 minutos.

5. Se quiser, pode desenformar o bolo, e transferir para outro recipiente (fundo). Se tiver feito em refratário, pode deixar ele onde está. Faça furinhos em toda a superfície do bolo.

6. Misture o leite condensado e o creme de leite, acrescente o leite evaporado e despeje a mistura sobre o bolo.

Aguarde alguns minutos, acrescente a cobertura de sua preferência e voilá, está pronto o seu bolo de três leites. Guarde o que sobrar (se sobrar) na geladeira.

Parece complicado, mas fora a parte em que tive que correr até o super, pois para variar não tinha o creme de leite em casa, foi bem fácil e rápido. E tudo bem que não é uma receita light, mas acredito que se possa comer de um tudo, sempre com moderação!

Bon Appétit!

Serve: 8 porções (americanas!)

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