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Archive for the ‘Livros’ Category

Faz um tempo já que falei aqui sobre o o meu i(pod) touch e como fiquei fascinada com a possibilidade de usá-lo como um leitor de e-books. Desde então já li uns quantos livrinhos nele, tanto livros em domínio público, quanto livros que comprei de bases de dados, como o ereader.com. Pois bem, ontem estava o maior frenesi online (twitter/blogs/news) pois a Amazon lançou o kindle para iphone. Curiosinha que sou, fui correndo testar, e não é que funciona? Bastou baixar o software, entrar com os dados da conta da Amazon (que eu já tinha), e voilá! Agora posso ter acesso (pagando, logicamente) a toda a base de dados da kindle, com mais de 240.000 livros (número da Amazon). Ok, não é tão simples, primeiro você compra os livros online ou via itunes e so então eles ficam disponíveis para download.

Mas as novidades não param por ai, uma visita rápida a appstore acabou me levando a novas descobertas, agora eles tem mais um catatau de leitores de e-books, incluindo o beamitdown (que está oferencendo o conto do Curious Case of Benjamim Button de F. Scott Fitzgerald gratuitamente), que permite que se leia o texto no estilo cinematrográfico, ou seja, o texto vai subindo na tela enquanto você lê,sendo que a velocidade pode ser regulada conforme inclina ou reclina o itouch. Além disso, algumas apps também permitem que você leia quadrinhso no itouch, nem sou tão fã de quadrinhos, mas achei bem legal, baixei  Flash Gordon e um Mangá.

Enfim, nem lembro mais onde andam meus fones de ouvido! 😉

Só uma coisa me chateia, sei que deve ter muitos outros aplicativos para lá de interessantes que ainda não encontrei!

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A minha biblioteca pessoal cresceu bastante com essa visita ao Brasil.Vejam só o que está na fila de leitura e também o que andei lendo por esses dias:

Órfãos do Eldorado, de Milton Hatoun, pela Companhia das Letras. Eu li dois irmãos do Milton Hatoun, comprei em Manaus mesmo, e fiquei encantada. Não só por ser gostoso reconhecer o lugar onde você está passeando na história, mas pelo enredo e a facilidade do autor com as letras. Tenho grandes expectativas para esse livro, mas ainda não deu nem pra chegar muito perto. Esse comprei na nova Livraria Cultura de campinas (no Shopping Iguatemi), que está fantástica, junto com a mairoria dos outros (levei até listinha pra não esquecer de nada. Valeu a pena.

Minúsculos Assassinatos e Alguns copos de Leite, de Fal Azevedo, pela Editora Rocco. , A Fal tem um blog (www.dropsdafal.blogbrasil.com.br). Comecei a dar uma olhada para escrever algo aqui, e acho que vou gostar e mais não vou dizer pois já estou com vontade de chorar (vai entender?) Esse também comprei na cultura.

– Exorcize sua alma gorda. Um guia para mudar de habitos e emagrecer pra sempre, de Andréa Cordoniz, pela editora Matrix. Acho que vai render umas boas risadas, para compensar a choradeira do anterior.

Doidas e Santas, de Martha Medeiros, pela L&PM editores. Que eu escolhi a esmo num passeio pelas livrarias catarinenses em Floripa. É uma coletânea de crônicas, já li algumas. São divertidas.

O Presidente Negro, Monteiro Lobato, pela Editora Globo. Adoro as histórias de Monteiro Lobato e pensar que em 1926 ele já imaginava (mesmo que no ambiente da ficção) um presidente americano negro tornou o livro irresistível.

Além desses, ganhei de natal da cara-metade (será que ainda tem hífen?) o “The Huffington Post Complete Guide to Blogging”, que já devorei na semana em que passamos na praia, morgando. Pra quem não sabe, o Huffington Post é um blog político pioneiro no mundo dos blogs (que nasceu da oposição ao governo Bush e sua “doutrina”) e cuja influência política cresceu de forma estratosférica desde sua criação.  Um dos segredos é o número enorme de colaboradores, o que faz com que haja sempre alguma novidade no ar. Sua idealizadora, Ariana Huffington, tornou-se uma celebridade no mundo dos comentaristas políticos atuais. Não sou sua maior fã, mas tenho que admitir que ela teve uma idéia brilhante e sabe, como ninguém, capitalizar em cima disso. O livro aborda a criação de um blog do ponto de vista de quem vai fazer isso pra viver, mas dá várias dicas ótimas para quem, como eu, bloga como hobby. Não sei quando vai sair uma tradução para o Português, mas a versão em inglês está disponível na Amazon.

Também comprei um livro do Humberto Eco, “Quase a Mesma Coisa. Experiências de Tradução”, que, se for tão bom quanto a crítica indica, deve ser uma obra prima. Já comecei a ler, e acho que vai ser mesmo bom assim. Também comprei um livrinho do Celso Luft sobre o uso da vírgula. Quanto mais escrevo, mas percebo o quanto ainda tenho que me aperfeiçoar no português, e um manual desses pode vir bem a calhar. Já comecei a ler, mas acho que vai ser mais um livro de consulta do que qualquer outra coisa.

E você o que andou lendo na minha ausência?

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The Voyage Out

The Voyage Out (image from Girlebooks)

Acabei de ler “The Voyage Out” (A Viagem) de Virginia Woolf, no meu itouch (ipod touch) cortesia de Girlebooks. Mas está difícil formar uma opinião. Acho que gostei, afinal li até o fim (geralmente quando não gosto deixo de lado, como com a Montanha Mágica, que está empacado na minha reading list desde sei lá eu quando), apesar de ter levado várias semanas, e ter sido uma leitura bastante interrompida.

Virginia Woolf é uma das mais famosas escritoras britânicas, e segundo a wiki, uma das mais importantes figuras do modernismo literário do século XX.

Em “A Viagem”, seu primeiro romance, conta a história de Rachel Vinrace, que embarca para a América do Sul no navio de seu pai, e acaba passando uma temporada em terra firme na companhia de sua tia Mrs. Ambrose, que supostamente vai lhe apresentar ao mundo e dar o toque final a sua educação, já que Rachel tinha sido até então, educada pelo pai (praticamente ausente) e duas tias solteiras, praticamente isolada ‘da sociedade’.

As poucas referências geográficas a America Latina fazem uma grande salada, e fica claro que o lugar descrito é muito mais o fruto da imaginação da autora do que qualquer outra coisa. De qualquer modo, se até hoje, com google earth e os recursos de pesquisa disponíveis ainda tem gente que acha que a capital do Brasil é  Buenos Aires, fica difícil fazer críticas dessa natureza aos escritos da autora (que lançou o livro em 1915!!)  e que parecia estar mais interessada na metafora da descoberta do que nas veracidade de suas descrições geográficas.

O livro gira em torno de Rachel e sua descoberta de um mundo novo, através das muitas pessoas que atravessam seu caminho durante essa viagem. A Laura comenta na sua resenha do livro, que no início há um entra e sai de personagens que nos confunde e dificulta um pouco descobrir quem são mesmo os protagonistas da história (junta isso ao meu inglês capenga – principalmente quando se trata de escritos mais rebuscado – e ai dá para entender pq demorei tanto para ler).

Acho que o mais interessante está no tom da narrativa. Virginia descreve seus personagens e suas idéias de forma bem cínica,  com todas as suas falhas e principalmente com todos os seus preconceitos com relação uns aos outros, especialmente nas primeiras interações entre os personagens. Homens vêem mulheres como seres inferiores, jovens veem pessoas mais velhas como chatas e aborrecidas, os mais experientes vêem os jovens como ignorantes e vazios. Aos poucos porém, vão se conhecendo, trocando idéias e se tolerando mutuamente (isso é pleonasmo?), e até o amor floresce entre alguns deles.  Uma forma de amar questionadora, nunca muito certa ou senhora de sí, cosciente e curiosa da realidade de outros amores a sua volta.

Pensando bem, enquanto escrevo, acho que estou mais segura em dizer que gostei do livro. Está longe de ser um romance água-com-açucar (que eu também gosto bastante), e muito mais perto de uma grande crítica a sociedade, ao mesmo tempo em que é uma janela ao universo feminino naquela época.

Acho que valeu a pena minha leitura. E você, vai encarar?

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Setembro marca o centenário da morte de Machado de Assis, escritor brasileiro famoso, cuja obra era (talvez ainda seja, não sei), carta marcada em provas de vestibular na época em que eu estava tentando entrar pra universidade, Memórias Póstumas de Brás Cubas, talvez seja seu livro mais famoso. Já andei ouvindo muito sobre o assunto por esses dias, mas qual não foi minha surpresa quando a cara metade me mandou um email com link para o NY Times com um artigo bem interessante sobre Machado, que foi recentemente ‘descoberto’ no mundo dos falantes da língua inglesa, e está tendo – postumamente como bem convém ao autor de memórias póstumas -, depois de 100 anos, o reconhecimento que não lhe foi dado em vida.

Infelizmente, para minha vergonha absoluta, não lembro de nenhuma de suas obras. Quer dizer, lembro dos títulos, e acho que devo ter pelo menos ensaiado ler Memórias Póstumas de Brás Cubas, e talvez a mão e a luva e Dom Casmurro, mas a verdade é que se minha vida dependesse disso, estaria numa roubada. Sabe aqueles filmes de ação ao estilo National Treasure, em que a única pista é uma referência a um clássico literário, que o herói ou a heroína tiram de letra? Pois bem, eu ficaria completamente despistada e provavelmente morreria nas mãos dos bandidos. Acho que o problema todo está na imposição da leitura, que pelo menos pra mim, já cria uma aversão natural a coisa. Logicamente que agora sinto falta de não ter lido (ou prestado atenção), em pelo menos alguma coisa do autor.

Mas, para meu alívio, além do artigo do NY Times, também recebi um link para uma editora virtual da FAPESP, Metalibri, onde estão disponíveis, gratuitamente e em formato PDF muito bem feito e super user friendly, quatro livros de Machado: 

·  Contos Fluminenses (1870)

·  Memórias Pósthumas de Braz Cubas (1881)

·  Quincas Borba (1891)

·  Dom Casmurro (1899)

Então, bem ao estilo do clichê antes tarde do que nunca, comecei a ler Contos Fluminenses, e já gostei. Não sei se é para todo o alarde que estão fazendo no NY Times, que cita outros autores referindo-se a Machado como o maior escritor já saído da America Latina, ou vão mais além, falando dele como maior artista literário negro até o momento. Mas, meu ego de Brasileira gostou da referência e da deferência que Machado tem recebido. 

A reportagem tem trechos bem legais, veja esse por exemplo que descreve as observações de Pereira dos Santos, que adaptou vários contos do autor para o cinema brasileiro (tradução rústica – bem ao estilo casa de ferreiro espeto de pau!):

“Quando você lê Machado pela primeira vez na escola, você rapidamente percebe que ele é o mestre da nossa língua, nosso Shakespeare, um verdadeiro mágico com as palavras,” afirma o Sr. Pereira dos Santos, de 80 anos. “E ele é tão atual e astuto psicologicamente. Mesmo com as grandes mudanças que a Sociedade Brasileira sofreu em meu tempo, a habilidade de Machado de captar a essência dos relacionamentos e comportamentos, muitos dos quais são arcaicos mas continuam existindo no século 21, torna-o extremamente relevante”. 

Para quem ficou curioso sobre Machado, uma simples busca no google rende leitura para muitas horas.

 

Enjoy!

 

Adendo: Aos curiosos que não leem inglês, o colega do Recanto das Palavras traduziu o artigo inteiro e postou aqui.

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Lembram daquela amiga que me levou pra passear em LA? Pois bem, além de me apresentar ao GPS, que já está no carrinho de compras da Amazon esperando não sei o que ($$$ será???), ela também me ‘reapresentou’ ao itouch, o sonho de consumo anterior materializado no meu último níver, e que estava meio abandonado.

O itouch é uma versão sem telefone do iphone, para quem não estava afim (ou não tinha $$$) de um contrato com a AT&T, mas queria muito um gadget desses mesmo assim. Tem todas as funcionalidades do iphone, exceto o telefone, ou seja, permite que você navegue na internet, cheque seus emails e coisa e tal, desde que tenha uma conexão wireless nas redondezas. Basicamente, é um minicomputador (alías, acabei de me dar conta da incongruência da palavra microcomputador nos dias de hoje, mas enfim). O problema é que quando ganhei o bichinho, achei que ele poderia funcionar como um leitor pra livros eletrônicos, e fiquei meio decepcionada quando me dei conta que ele não tinha essa funcionalidade.

Mas isso é coisa do passado. Minha amiga me apresentou a loja Apple Apps, que tem uma infinidade de applicativos para o iphone e o itouch ( e o melhor, vários deles são gratuitos). Até o momento já tenho instalados forca, paciência, tetris (alguém lembra? – eu adorava esse) e outros tantos jogos e trivias. Mas, a melhor parte é que baixei dois aplicativos o STANZA e o eReader, que permitem ler livros eletrônicos diretamente no seu itouch/iphone, na hora em que melhor lhe convier.

Parte I, Capitulo 1, 1984 de George Orwell

Parte I, Capítulo 1, 1984 de George Orwell

Em termos de praticidade na leitura, gostei mais do STANZA, ele é rápido para mudar de páginas, e tem aquela funcionalidade do itouch/iphone que muda a orientação da página automaticamente, conforme a posição do gadget. Mas, como nem tudo é perfeito, até o momento você só pode baixar livros do catalogo online da própria stanza, e apesar de eles terem um bom número de clássicos em domínio público (inclusive alguns em outras línguas, ainda não achei nada em português, mas também não procurei muito), você fica limitado ao que eles oferecem.

No eReader (assim como no Stanza), o livro ficar armazenado no próprio itouch/ipod, mas notei que demora um pouco para carregar para leitura, e também na rapidez com que se muda de página, o que pode parecer besteira, mas com uma página tão curta, acaba que você pode ter que mudar de páginas várias vezes em menos de um minuto. Além disso, o programa não muda a orientação da página automáticamente, você precisa ir ao settings para configurar esse detalhe. A grande vantagem? O eReader permite que você baixe livros de qualquer site que ofereça livros digitais em formato PDB (por exemplo, o girliebooks, que tem uma coletânea de livros de autoras consagradas, e que oferece os livrinhos gratuitamente), além de te permitir comprar livros mais atuais no próprio site do eReader.

Como ambos os programas são gratuitos, baixando os dois você tem uma infinidade de possibilidades. A minha estante eletrônica já tem mais de 20 livros e, como os livros são leves, mesmo lotando sua estante, ainda sobra muito espaço para músicas e vídeos.

Esta semana terminei de ler o primeiro: 1984, de George Orwell. Esse livro é assustadoramente brilhante, um clássico publicado em 1949, cuja mensagem assusta mais ainda por continuar tão atual (ou talvez mais) do que na época em que foi lançado. Para quem não sabe, o termo Big Brother, atualmente tão associado ao reality TV show que começou na europa e é sucesso no Brasil há anos, foi cunhado neste livro, 1984, e se refere a idéia de uma ‘entidade’ dominadora, que está sempre te observando, sempre te controlando, que sabe não apenas o que você faz, mas, e o que é pior, o que você pensa. Esse livro merece um poste exclusivo, e se um dia criar coragem (ou perder completamente o juízo – o que vier primeiro), prometo escrever sobre ele. No momento, só consigo deixar minha recomendação:

LEIA 1984 de George Orwell.

Aliás, acho que ele deveria ser leitura obrigatória para todos nós. E com isso, vou me despedindo. Bons sonhos a todos. Pelo menos por enquanto, ainda se pode sonhar sem medo (eu acho!). 😉

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Tem livros que a gente lê, e as vezes antes mesmo de acabar já sabe tudo que vai acontecer, até os mínimos detalhes. São cujo único objetivo é nos retirar da realidade, transportar para um mundo fictício e nos proporcionar umas poucas horas de relaxamento mental. Nos fazem rir e esquecer e só por isso já valem a pena ser lidos.

O Guardião de memórias não pertence a esse grupo. Ao contrário, é o tipo de livro que nos faz pensar na vida, e sobre a vida. Sobre como uma única decisão pode mudar completamente o nosso destino e o daqueles ao nosso redor. Sobre como mesmo as melhores intenções podem ter as mais terríveis conseqüências. E que tentar poupar aqueles que amamos dos sofrimentos pelos quais já passamos é esforço vão, já que a vida (e as vezes nós mesmos) se encarrega de lhes trazer outras provações.

É a história de David e Nora Henry, um casal jovem e com um futuro promissor, que se perde nos meandros da vida, com o peso de um segredo guardado a sete chaves. Tudo começa em uma noite fria de inverno, uma nevasca se aproxima e David, que é um jovem e dedicado cirurgião, se vê obrigado a realizar o parto de seus próprios filhos, os gêmeos Paul e Phoebe. O menino é perfeito, porém Phoebe apresenta todos os sintomas da síndrome de down. Atormentado por lembranças do passado e as informações imprecisas sobre sindrome de down existentes na época, Paul decide, impulsivamente, enviar Phoebe para uma instituição de saúde, sem consultar Nora, para quem ele simplesmente informa que a filha faleceu durante o parto. Arrependido, David tenta voltar atrás, mas sua enfermeira, a quem encarregou a tarefa de levar Phoebe para a instituição, desaparece com a menina.

O coração da história está em como cada um dos membros da família Henry lida com o vácuo deixado por Phoebe, e com o peso do segredo de David. Ao mesmo tempo, vamos descobrindo aos poucos sobre a mãe adotiva de Phoebe e sua luta contra o preconceito existente na época (e que continua a existir atualmente). É uma história feita de impressões, momentos que parecem aleatórios, mas que juntos vão costurando uma teia de eventos muito interessante.

O livro é “O Guardião de Memórias” de Kim Edwards, e vale a pena ser lido!

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