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Archive for the ‘Geografia’ Category

Cholla Cactus Garden

Cholla Cactus Garden

Não sei vocês, mas sempre que penso em deserto. penso na Africa, no Sahara e me vem a mente imagens de extensas e infindáveis dunas de areia fininha, que vão até muito além da linha do horizonte. Sem faltar, é claro, os camelos ou dromedários, homens de turbante e, se estiver inspirada, a esperança de um oásis no meio do nada, tudo bem ao estilo contos das mil e uma noites… (Se estiver especialmente inspirada, entram também tapetes voadores e gênios que habitam lâmpadas lustrosas).

Mas a verdade é que há desertos mesmo aqui no ocidente, no coração das Américas, e eles também tem seu fascínio, mesmo que de uma forma completamente diferente. No finde que passou fomos ao Parque Nacional Joshua Tree (Joshua Tree National Park), que fica no encontro entre o Deserto de Mojave e o Deserto do Colorado ( que por sua vez, é parte do ainda maior Deserto de Sonora). O parque, que tem aproximadamente 3000km2 fica há umas 2 1/2 horas de L.A. (fora o transito), ou seja, do ladinho de casa, e fizemos uma parada relâmpago na volta do Arizona.

Logo na entrada, não há muito que diferencie o parque do restante da paisagem árida que a gente viu no caminho. Muitos arbustos e montanhas de pedras expostas. Mas conforme vamos entrando no coração do parque, a paisagem vai mudando um pouco e a vegetação típica da região começa a ficar mais evidente. Na área do Deserto do Colorado, de baixas altitudes, os vários tipos de cactus chamam a atenção, pela sua beleza, o cholla cactus (Cylindropuntia bigelovii) parece (de longe) tão fofinho, que leva o apelido de teddy-bear cholla (Teddy-bear = urso de pelúcia). Infelizmente, não dá nem para pensar em um abraço de urso, com a infinidade de espinhos que seus troncos trazem consigo. Já na parte do Deserto do Mojave, que é caracterizada pela maior altitude, o grande destaque fica para as famosas árvores Joshua Trees (Yucca Brevifolia), que pela sua abundância na região, dão nome ao parque.

É interessante observar que tanto o Joshua Tree quanto o Death Valley (que também é um deserto da Califórnia, e que visitei em Julho) só foram transformados em Parques Nacionais recentemente. Nenhum dos dois tem a beleza óbvia e escandalosa de parques como Yosemite, Yellowstone, ou Grand Canyon. Ao contrário, sua beleza está nos detalhes e, principalmente, na persistência e perseverança de seus habitantes. A região é inóspita, água potável somente nas extremidades do parque, onde ficam as dependências da guarda florestal. As áreas destinadas a acampamentos são das mais rústicas que já ví por aqui (e ainda assim tudo muito organizado, com banheiros – sem água corrente – e áreas designadas para barracas). Nada disso, porém, impede que o parque seja visitado por centenas de pessoas todos os anos. Aliás, enquanto estávamos por lá, notamos que todas as áreas de acampamento estavam lotadas.

Infelizmente, nossa passagem por lá fui quase relâmpago, mas já decidimos que vamos voltar para acampar uma hora dessas!

Abaixo algumas fotinhas (Detalhe Importante: desta vez, a fotógrafa sou euzinha!) do que conseguimos ver:

Cholla Cactus – Inside and Out

Jumbo Rocks

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A identidade do Superman continua tão secreta quanto tempre. Seu romance com a Louis Lane está começando a aflorar (pelo menos na nova temporada de Smallville), e apesar de não ser o superherói mais inteligente do mundo, ele sempre será o homem de aço e queridinho dos frascos e comprimidos!Já seu endereço… a tão famosa Fortaleza da Solidão, está mais para bate-caverna!

É isso mesmo, que polo-norte que nada, o Superman mora numa caverna no México. Sí, se habla espanol! LOL.

Brincadeiras a parte, ontem num troca troca de canais infindável (para fugir dos discursos batidos e redículos típicos da campanha eleitoral) fiquei impressionada com uma reportagem da National Geographic sobre uma caverna de cristais gigantes no méxico, que não deixa nada a desejar a imagem que fazemos da famosa casa do superman. Diferenças a parte – a casa do superman ficou pronta em segundos, bastando ele colocar seu famoso cristal kriptoniano no gelo polar, a caverna de cristal do méxico levou millenios para se formar, sob condições ambientais constantes e propícias – as imagens que foram surgindo na minha TV pareciam mesmo saídas das histórias de ficção científica.

A caverna, Cueva de los Cristales, de 10 x 30 metros foi encontrada no ano 2000, por Juan Manuel Garcia-Ruiz, perto da cidade de delícias, a 300 metros de profundidade sob a Montanha Naica, no Deserto de Chihuahuan, no México. O maior dos cristais chega a 11 metros de comprimento, e pode pesar até 55 toneladas. Juan M.G. Ruiz diz que a caverna é a Capela Sistina dos Cristais, eu acho que todos que virem as imagens vão achar que é a casa do Superman. Como vai ser conhecida pouco importa, sua magnitude é inegável, espero que seja preservada, e vai ser, pelo menos aqui, com essas imagens toscas diretamente da minha TV 🙂

Caverna do Superman - I

Caverna do Superman - I

Caverna do Superman - II

Caverna do Superman - II

P.S.: Fotinhas mais decentes aqui!

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Bom, depois do susto causado pelo primeiro terremoto, finalmente resolvi me inteirar sobre como preparar a casa, o espírito (e, por incrível que pareça, o carro também) para sobreviver a um terremoto. Sim, pois mesmo tendo lido muito sobre os terremotos aqui nessa região, e estando consciente de morar em uma área de alto risco, até então não havia me preocupado muito com o assunto.

Já de cara descobri que fiz tudo errado, hehe!!! Segundo os especialistas, não se deve correr pra fora durante o tremor. O certo é ter uma área segura dentro de cada cômodo da casa casa, embaixo de uma mesa bem resistente, ou uma parede interna que não tenha nada pendurado, e onde nada possa cair em cima de você, e ficar lá até parar de tremer (lembrando de proteger os olhos com o próprio braço), e ai sim, correr pra fora, e procurar um lugar aberto, sem outras construções ao redor, nem cabos elétricos que possam se soltar e atingí-lo.

Infelizmente, constatei que o meu escritório não tem nenhum cantinho seguro! Tem tralha em todas as paredes, minha mesa é praticamente de papel e a mesa da cara metade é de vidro! Sem contar a estante alta entulhada de livros (pesados paca) de cima a baixo! No quarto a coisa é um pouco melhor, além da cama, que segundo as informações que achei pode ser um local seguro (desde que você proteja sua cabeça com o travesseiro e os olhos com o próprio braço), ainda temos uma boa parede sem nada pendurado, UFA!

Com essa pesquisa também descobri que temos que prender na parede os móveis pesados e altos, como estantes e torres de CD, e a própria TV. Além disso, recomenda-se guardar louças pesadas em armários baixos e com tranca. E sempre deixar um sapato e uma lanterna embaixo da cama, junto com umas barrinhas de cereal. Como temos gás natural, também temos que saber onde desligar o registro do gás e da água, para evitar riscos de vazamentos, incêndios e inundações. No carro também é sempre bom deixar lanterna, água, dinheiro extra, e outros itens essenciais, para emergências.

A lista de emergência (e que já faz parte da minha próxima lista de compras), incluí:

– lanternas e pilhas extras (de preferência uma para cada membro da família);

– rádio de pilha portátil;

– kit de primeiros socorros (e manual!);

– água e comida de emergência, ou seja, que você não precise de energia para preparar, como enlatados e barras de cereal (algumas fontes recomendam comida suficiente para 2 semanas sem ajuda, mas acho que isso deve variar com a localidade onde você mora);

– abridor de latas, não elétricos, obviamente;

– dinheiro e cartões de crédio (documentos importantes como passaportes/identidade também, imagino);

– sapatos fortes para andar entre os escombros/entulhos/cacos deixados pelo terremoto.

A cada item que digito da lista, vou me dando conta da gravidade do assunto, mas como não se pode deixar paralisar, o jeito é tentar estar o mais preparado possível, e torcer sempre pelo melhor.

Para maiores informações sobre como se preparar para um terremoto, veja as sugestões da FEMA (Agência Americana de Gerenciamento de Emergências), infelizmente, não achei nada em português. Não creio que seja uma questão apenas de tradução dos manuais americanos, já que nossas construções são muito diferentes no Brasil, geralmente de alvenaria em contraste com a madeira usada por aqui, então deixei a lista do kit de sobrevivência apenas, pois esse é básico, e serve para qualquer tipo de desastre.

Tomara que nunca precisemos usá-lo!

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DeathValey_1 copy

Originally uploaded by nossasandancas

Esse verão está sendo uma correria. Com tanta coisa para explorar pelas redondezas da nossa nova cidade, os fins de semana em casa tem sido raros. Enquanto isso, os posts vão acumulando. Então ao invés de tentar postar as coisas em ordem cronológica, decidi escrever sobre o que está mais fresquinho na minha memória (que já não é mais tão boa quanto antigamente – sendo que nunca foi grandes coisas para começar… hehe).

Na semana passada a aventura foi no deserto. Mesmo sabendo que pegaríamos temperaturas médias de aproximadamente 45oC, decidimos (o nosso fotógrafo decidiu, e eu concordei, apesar de já não saber mais exatamente o porquê de tê-lo feito) ir ao Death Valey National Park (conhecido como Vale da Morte). Então, sexta feira, depois do almoço, nos abastecemos de vários litros de água, um cooler e muito gelo e seguimos para o norte, pelo mesmo caminho das viagens anteriores, que já está ficando nosso velho conhecido.

Depois de umas três horas e meia de viagem, chegamos no parque. No caminho aproveitamos para ler todas dicas dos guias. Como estávamos chegando pelo lado oeste, concluímos que o melhor lugar para aproveitar (e fotografar) o pôr do sol seria as Dunas do Vale da Morte (Mesquite Dunes). Chegamos nas dunas aproximadamente 6:00 da tarde, o sol já estava querendo se esconder atrás do montes e, mesmo assim, quando abrimos a porta do carro,foi como se estivéssemos entrando em um forninho. Depois de ter feito a viagem inteira do conforto do nosso carrinho geladinho, o contraste foi meio chocante e, branquela que sou, voltei correndo para me besuntar de protetor solar. Fizemos uma caminhada pelas dunas, que são lindas e, pelo que entendi, razoavelmente estacionárias, ou seja, elas mudam de forma, mas permanecem no mesmo local no parque (também, nem teriam pra onde ir, já que o vale é mesmo cercado de montanhas por todos os lados). Mesmo depois do sol se por, continuei com a sessação de estar num forninho (churrasquinho de gente… hehe). Mas o pôr do sol foi lindíssimo, as cores das montanhas contrastando com a areia das dunas formam uma paisagem magnífica, então valeu apena aguentar o calor.

Acordamos cedo para ver o nascer do sol no dia seguinte e também para aproveitar o parque sem queimar os miolos. As 5:30 da manhã estávamos lá nas dunas, aproximadamente no mesmo bat-local, mas dessa vez olhando para o outro lado, e o nascer do sol não decepcionou. De lá fomos a badwater (literalmente, água ruim – que leva esse nome por ser salgada ou seja, intragável, para desespero dos viajantes desavisados que passavam pela região durante a época de colonização do Oeste Americano), onde fica o ponto mais baixo do hemisfério norte, a 86 metros abaixo do nível do mar. Aliás, por ser tão baixo e tão seco, o vale da morte é um dos lugares mais quentes do mundo. Foi lá que foi registrada a segunda temperatura mais alta do planeta, 56,6oC, em 1913. O único lugar que compete com o vale da morte é o poderoso deserto do Saara, e ainda assim apenas por poucos graus.

Seguimos para o Campo de Golfe do Diabo (Devil’s Golf Course) uma imensa salina (reserva natural de sal), formada no fundo do vale, com os sedimentos que sobraram depois da evaporação de toda água da região. O mais interessante foi descobrir que esse sal cristaliza e forma pedras bem durinhas cheias de pontinhas cortantes, e é um perigo para os pezinhos desavisados. No caminho de volta passamos pela Paleta do Pintor (Artist’s Pallete), que são umas rochas muito coloridas, parecem mesmo uma paleta (aquela onde o pintor mistura suas tintas). Depois daí eu já não vi mais nada além do interior do Centro de Visitantes. O calor foi me dando uma moleza, e caí num sono profundo, deixando nosso fotógrafo encarregado de encontrar a saída e nos levar de volta a um lugar mais fresquinho.

Ficou faltando ver um bocado de coisas interessantes, inclusive as pedras deslizantes (Racetrack Playa), que são pedras que deslizam deixando seu rastro pelo solo do deserto. Então combinamos de voltar em uma época de temperaturas um pouco mais amenas, para que possamos aproveitar melhor as muitas atrações do local, sem risco de insolação.

Ou seja, fique ligado nas nossas próximas aventuras! 😉

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AlabamaHills_arch2

Originally uploaded by nossasandancas

Colocamos o pé na estrada novamente este fim de semana. Mesmo bat-local da semana passada (Alabama Hills e redondezas), mas, para não ficar chato, mudamos o bat-horário (acho que depois dessa já dá para perceber que a criança aqui não é mais tão criança assim, mas tudo bem!). O processo de sair de casa daria uma história à parte, mas como estaria mais para história da vida privada, fica para outro dia. Saímos na sexta-feira à noite com o objetivo de acordar cedinho para pegar o nascer do sol em frente a um de seus famosos arcos de pedra, contemplando a paz e a beleza do local. O fotógrafo estava super animado e a recém-nascida blogueira também! Acordar cedo foi mais fácil do que pensamos (4:50 da matina, pois o sol está nascendo as 5:30 agora no verão). A beleza deslumbrante do local e as nuances de cores e sombras que só o nascer do sol pode deixar a mostra também não decepcionaram. Já a esperança de paz e solitude foram pro brejo assim que chegamos ao estacionamento e nos deparamos com 7 carros, 8 com o nosso, 9 com o que chegou depois… Todo mundo querendo fotografar o mesmo hot spot. Verdade seja dita, não dá para culpar ninguém, o lugar é lindo mesmo, e merece admiração.

Localizados no Estado da Califórnia, e não no Alabama, como poderia se pensar pelo nome, os Alabama Hills ficam aos pés da Sierra Nevada, na cidade de Lone Pine. Os morros foram assim batizados como um gesto de simpatia da comunidade para com os sulistas durante a guerra civil americana, e fazem menção ao Navio Pirata Alabama. A região é conhecida por ter sido a locação de vários filmes e comerciais famosos, especialmente, filmes de faroeste. Suas formações rochosas levam nomes de ícones do cinema americano como Gary Cooper, Humphrey Bogart e Cary Grant, entre outros. Coincidentemente, dentre os filmes mais recentes gravados por lá, está o Iron Man, do qual falei no meu post anterior (Coincidência mesmo, descobri por acaso, nessa última visita, em uma notinha modesta no lobby do hotelzinho em que ficamos, achei que valia a menção!). Um pequeno mapa das locações dos filmes é oferecido pala Câmara de Comércio de Lone Pine, para guiar os visitantes. E há uma lista de mais de 100 filmes filmados na região que pode ser encontrada aqui.

Caminhando por suas trilhas é fácil entender porque chamam tanta atenção. A paisagem é árida, o que tanto pode lembrar um ambiente extra-terrestre, como pode lembrar o sertão desolado, que caí bem com os filmes de faroeste que a gente conhece. Olhando de longe, o contraste é nítido. Enquanto as montanhas da Sierra Nevada são pontudas e meio serrilhadas, os Alabama Hills são mais arredondados, de uma cor mais dourada, ou alaranjada. Segundo a wiki, eles são compostos de rochas vulcânicas alaranjadas que vem se transformando nos últimos 150 a 200 milhões de anos, e também de granito que é mais novinho, apenas 90 milhões de anos. A propensão a formação dos arcos de pedras também ajudam a chamar atenção dos fotógrafos.

E por falar em fotógrafos, descobrimos que vários deles estavam participando de uma oficina de fotografia e, para a infelicidade do nosso fotógrafo, essa não foi a última vez que os encontramos durante nossa viagem. Não me entendam mal, gostamos de fotógrafos, mas quando encontrados em bando, eles acabam ficando uns no caminho dos outros, tornando o processo criativo complicado (não pra mim, logicamente, hehe – achei até divertido observá-los).
Para maiores informações sobre hospedagem e atividades em Lone Pine e Alabama Hills clique aqui. Informações em inglês.

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