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Archive for the ‘Gadgets’ Category

Lembram daquela amiga que me levou pra passear em LA? Pois bem, além de me apresentar ao GPS, que já está no carrinho de compras da Amazon esperando não sei o que ($$$ será???), ela também me ‘reapresentou’ ao itouch, o sonho de consumo anterior materializado no meu último níver, e que estava meio abandonado.

O itouch é uma versão sem telefone do iphone, para quem não estava afim (ou não tinha $$$) de um contrato com a AT&T, mas queria muito um gadget desses mesmo assim. Tem todas as funcionalidades do iphone, exceto o telefone, ou seja, permite que você navegue na internet, cheque seus emails e coisa e tal, desde que tenha uma conexão wireless nas redondezas. Basicamente, é um minicomputador (alías, acabei de me dar conta da incongruência da palavra microcomputador nos dias de hoje, mas enfim). O problema é que quando ganhei o bichinho, achei que ele poderia funcionar como um leitor pra livros eletrônicos, e fiquei meio decepcionada quando me dei conta que ele não tinha essa funcionalidade.

Mas isso é coisa do passado. Minha amiga me apresentou a loja Apple Apps, que tem uma infinidade de applicativos para o iphone e o itouch ( e o melhor, vários deles são gratuitos). Até o momento já tenho instalados forca, paciência, tetris (alguém lembra? – eu adorava esse) e outros tantos jogos e trivias. Mas, a melhor parte é que baixei dois aplicativos o STANZA e o eReader, que permitem ler livros eletrônicos diretamente no seu itouch/iphone, na hora em que melhor lhe convier.

Parte I, Capitulo 1, 1984 de George Orwell

Parte I, Capítulo 1, 1984 de George Orwell

Em termos de praticidade na leitura, gostei mais do STANZA, ele é rápido para mudar de páginas, e tem aquela funcionalidade do itouch/iphone que muda a orientação da página automaticamente, conforme a posição do gadget. Mas, como nem tudo é perfeito, até o momento você só pode baixar livros do catalogo online da própria stanza, e apesar de eles terem um bom número de clássicos em domínio público (inclusive alguns em outras línguas, ainda não achei nada em português, mas também não procurei muito), você fica limitado ao que eles oferecem.

No eReader (assim como no Stanza), o livro ficar armazenado no próprio itouch/ipod, mas notei que demora um pouco para carregar para leitura, e também na rapidez com que se muda de página, o que pode parecer besteira, mas com uma página tão curta, acaba que você pode ter que mudar de páginas várias vezes em menos de um minuto. Além disso, o programa não muda a orientação da página automáticamente, você precisa ir ao settings para configurar esse detalhe. A grande vantagem? O eReader permite que você baixe livros de qualquer site que ofereça livros digitais em formato PDB (por exemplo, o girliebooks, que tem uma coletânea de livros de autoras consagradas, e que oferece os livrinhos gratuitamente), além de te permitir comprar livros mais atuais no próprio site do eReader.

Como ambos os programas são gratuitos, baixando os dois você tem uma infinidade de possibilidades. A minha estante eletrônica já tem mais de 20 livros e, como os livros são leves, mesmo lotando sua estante, ainda sobra muito espaço para músicas e vídeos.

Esta semana terminei de ler o primeiro: 1984, de George Orwell. Esse livro é assustadoramente brilhante, um clássico publicado em 1949, cuja mensagem assusta mais ainda por continuar tão atual (ou talvez mais) do que na época em que foi lançado. Para quem não sabe, o termo Big Brother, atualmente tão associado ao reality TV show que começou na europa e é sucesso no Brasil há anos, foi cunhado neste livro, 1984, e se refere a idéia de uma ‘entidade’ dominadora, que está sempre te observando, sempre te controlando, que sabe não apenas o que você faz, mas, e o que é pior, o que você pensa. Esse livro merece um poste exclusivo, e se um dia criar coragem (ou perder completamente o juízo – o que vier primeiro), prometo escrever sobre ele. No momento, só consigo deixar minha recomendação:

LEIA 1984 de George Orwell.

Aliás, acho que ele deveria ser leitura obrigatória para todos nós. E com isso, vou me despedindo. Bons sonhos a todos. Pelo menos por enquanto, ainda se pode sonhar sem medo (eu acho!). 😉

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Semana passada estávamos com visita em casa. Na verdade ela veio para uma conferência, então quase não nos vimos, pois ela saia todos os dias cedinho e só voltava bem tarde.

Mas na sexta-feira antes de partir, tirou um tempinho para me levar pra passear pela cidade. Não você não entendeu errado, foi ela mesmo quem me levou para passear. Explico: minha visita morou em San Diego, que fica há umas 2 horas ao sul de LA, por uns 4 anos, então veio para cá varias vezes a passeio, e conhece bem mais a cidade do que nós.

Então sexta-feira, munidas apenas do tal GPS (Sistema de Posicionamento Global) seguimos para L.A, para explorar a cidade. Inicialmente, minha natureza de co-pilota mor ficou se sentindo meio inútil, obsoleta, um ser largado as traças, e completamente desnecessário para o sucesso da empreitada. Mas conforme fomos seguindo, tagarelando sem parar, somente sendo interrompidas vez por outra, por aquela voz dizendo coisas como: “mantenha-se a esquerda, próxima saída a 200 m”, “vire a esquerta agora”, “recalculando”, comecei a perceber o verdadeiro potencial desse aparelhinho.

A cada parada, um reajuste, um novo destino escolhido ali, na horinha, nada de folhear o calhamaço do mapa impresso, e ter que ficar pulando para frente e pra traz naquelas folhinhas minúsculas. Perdeu a entrada? Não tem problema, a “moça” é esperta e rapidinho recalcula o trajeto e indica uma nova rota. Não sabe o nome do lugar? Basta localizar uma aérea perto no mapa da telinha, fazer um pontinho, e lá vamos nós.

Com a ajuda do GPS, chegamos facilmente a nossa primeira parada, o Griffin Observatory, , que fica numa montanha, dentro de um parque no meio da cidade, e quando o tempo ajuda, permite uma visão espetacular de Los Angeles (lógicamente que o tempo não ajudou quando estavamos por lá, mais tudo bem). E’ nesse parque também que fica o famoso sinal de Hollywood, que pode ser facilmente visto do observatório. Aliás, falando em Hollywood, o observatório como praticamente tudo que a gente sai para ver por aqui, já foi cenário de vários filmes famosos, como: “O Exterminador do Futuro”, “As Panteras Detonando” – aquele com o Santoro, “Transformers”, e o “Flesh Gordon”, só para citar alguns.

Aproveitamos para dar uma passada por Hollywood, incluindo calçada da fama e o Kodak Theater, onde tem sido realizada a cerimônia do Oscar nos últimos anos, e que, curiosamente, fica dentro de um shopping center. O Shopping é grande e impressivo, e fica perto do Hollywood Bowl (para quem não lembra é onde fomos assistir ao Gilberto Gil em Junho). A área é interessante pelos seus ‘habitantes’ enquanto estávamos por lá encontramos Marilyn Monrooe, Superman, Batman e Coringa, além de um número impressionante de gente vendendo mapas da cidade com a localização das casas das estrelas… deve ter doido que compra, né?

De lá seguimos para a famosa Rodeo Drive, uma rua famosa por aparecer no filme Uma Linda Mulher (refrescando a sua memória: onde a Julia Roberts vai fazer suas compras e recebe um péssimo tratamento, só para voltar depois dando a volta por cima, lembrou agora??). No caminho passamos por Sunset Boulevard, e pela famosa Bervely Hills.

Seguimos então para Santa Mônica, que tem entre seus moradores, os famosos Tobey Maguire, Robert Redford, e Cristina Ricci. Almoçamos um autentico Burger no Johny Rockets, com direito a musica tema ensurdecedora e dancinha maluca dos atendentes. Depois uma olhadinha rápida no Pier de Santa Mônica, e o destino final, Union Station. Muito antes disso eu já tinha me perdido de amores pelo tal GPS… Então peguei o trenzinho que atende o pessoal da periferia (como euzinha), e cheguei em casa no fim do dia, conhecendo um pouquinho mais de LA e toda querenta de um GPS! Assim quem sabe até me transformo numa motorista mais corajosa e posso ter ainda mais histórias para contar dessa cidade tão famosa. 😉

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