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Archive for the ‘Fotografia’ Category

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Zabriskie Point by André Goldstein

Sexta foi Halloween e decidimos impulsivamente passar a noite no Vale da Morte (que visitamos no calor do verão, lembram?). Somos assim, é botar o pé na estrada num finde e ficamos com o bicho carpinteiro no corpo, logo querendo sair novamente. A viagem foi tranqüila, mas como saímos meio tarde e os dias estão bem mais curtos agora no outono, chegamos lá já na calada da noite. Resolvemos acampar, já que com a crise  economizar é preciso, e também porque é bem gostoso fazer uma fogueirinha e passar a noite ao ar livre (ok, médio ao ar livre, dormimos na barraca! 😉 ).

Aliás, acampar nos parques nacionais aqui nos USA é muito fácil, os campings tem toda a infra-estrutura necessária. O camping em que ficamos tinha até banheiro com água corrente. Em geral cada campsite tem uma mesinha de picnique e também uma área especial para fazer uma fogueira e uma churrasqueira de metal. Nosso campsite tinha uma área com sombra de umas arvores bem simpáticas, que deixou tudo muito aconchegante, e que deve ser uma mão na roda no verãozão, quando as temperaturas no parque chegam a médias de 45oC durante o dia. Pagamos $18.00 dólares e como temos um passe anual para os parques nacionais, esse foi o nosso único custo de estadia.

Outra coisa muito legal de acampar num lugar como o Vale da Morte, tão afastado da civilização, é a possibilidade de ver estrelas, mas tantas, que parece que a gente está vendo o céu pela primeira vez. Lindo, lindo, lindo. Ficamos um bom tempo curtindo a noite, ao redor da fogueira. Ai, conversa vai, conversa vem, a cara metade declara, que só me trocaria por duas de mim (não pergunte como o papo começou, please!). Ai, vocês já viram aquele ditado, cuidado com as coisas que deseja? Pois bem, o que ele não se deu conta é que noite de Halloween tem magias inesperadas e misteriosas… olhem só o que aconteceu na foto abaixo.

Uma Gi é bom, imagina 5 (não vale retrucar!)

Se uma Gi é bom, imagina 5 😛

Depois do milagre da multiplicação de Gi’s (ficamos, eu e minhas clones, tão entretidas conosco que a cara metade mudou de idéia e resolveu enviá-las de volta para a caixa mágica de onde saíram, e ficar só comigo mesmo! 🙂 ), resolvemos que estava de bom tamanho e fomos nanar. A noite foi tranqüila – se não contar que dormir no chão duro não é nosso forte -, nos saímos bem e só acordamos uma vez na madrugada com o uivar de uma matilha de coiotes que pareciam estar tão perto que até sonhei que eles estavam cercando nossa barraca e tentando traçar minhas mãozinhas para o jantar.

No dia seguinte acordamos cedinho para aproveitar o parque. Apesar de não estar tão quente, os horários em que o parque está mais bonito são durante o nascer e o pôr-do-sol, então vale a pena o esforço. Fizemos um cafezinho e zarpamos para o Zabriskie Point, que lembra muito um outro Parque nacional chamado Badlands que visitamos em 2006. O visual é lindo, cheio de umas ondas que parecem dunas, mas não são. Acho que as fotos dizem muito mais do que eu conseguiria em palavras.

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Zabrieskie Point by André Goldstein

Curiosidades sobre o Zabriskie Point na wiki:

Dante's View

Dante's View by André Goldstein

Do Zabriskie pegamos a estrada para o Dante’s View point, há aproximadamente 1700 metros acima do nível do mar, desse ponto se tem uma visão fantástica e praticamente sem obstrução do Vale. Estava muito frio por lá, e ventando demais, mas achei um cantinho para fugir do frio e apreciar a beleza do lugar. Depois disso fomos desmontar a barraca e recolher nossos pertences, pois o plano era ficar mesmo só uma noite, e o nosso campsite já estava reservado para sábado (aliás, o camping estava lotado, bem como o parque como um todo, com muitos estrangeiros, muita gente falando francês e alemão, além de outras línguas que a gente não conseguiu reconhecer ;).

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Artist's Pallete by André Goldstein

Nossa última parada no parque foi a Paleta do Artista (Artist’s Pallete), que é outro ponto famoso do parque, onde as montanhas são tão coloridas, com as cores mais variadas, que dá a impressão de que alguém passou por lá e fez um spray colorido. É difícil explicar, e acho que as minhas fotos não fazem jus a beleza do lugar, mas é algo extraordinário de se ver, então vou deixar as fotos do André falarem por mim.

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Artist's Pallete by André Goldstein

Essa foi nossa segunda visita e a gente ainda não conseguiu ver tudo que queria do parque, tem umas partes que só com carro utilitário com chassi elevado para chegar, mas uma hora dessas a gente consegue.

Na volta passamos por umas áreas inundadas, pois choveu bem forte na região do entorno do parque na noite de sexta e durante o dia no sábado. Ficamos até com medo de o carro pifar, mas deu tudo certo e chegamos em casa direitinho.

Acho que essa deve ser umas das melhores épocas para visitar o parque, e a gente recomenda muito a visita. Só não pode esquecer de levar muita água, protetor solar e roupas leves para o dia e de frio para a noite e também para visitar as partes mais elevadas do parque. Se for acampar, também recomendamos fazer reserva, pois apesar de termos conseguindo um lugar, o camping estava praticamente lotado e conseguimos um dos ultimos sites disponiveis (que como eu falei anteriormente, ja estava reservado para sabado).

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Esse mês foram 3 fotos finalistas e várias escolhidas pelos editores, o nosso fotógrafo está muito feliz e sorridente. 😉

Finalistas e Editors Pick de Agosto/2008.

Finalistas e Editor's Pick de Agosto/2008.

Mais finalistas e Editor's Picks - Agosto/2008

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Nos últimos fins de semana temos ido a algumas das inúmeras praias de Malibu, aproveitar o por-do-sol, e como um benefício adicional, ver as estrelas!

Veja ai abaixo o resultado:

Estrelas de Malibu - (c) André Goldstein

Estrelas de Malibu II - (c) André Goldstein

Para quem pensou naquelas outras estrelas, foi mal aê, não resisti. 😉

Malibu é mesmo uma região muito bonita, tem várias prainhas algumas longas com pedações compridos de areia, outras mais curtinhas entrecortadas com aqueles despenhadeiros arenosos, que parece vão despencar a qualquer momento (ou com o próximo terremoto/tsunami). Algumas praias são mais visíveis, outras a gente tem descoberto graças as fontes fotográficas da cara metade.

Em algumas áreas praticamente não há acesso a praia, especialmente onde há aquelas dezenas de casinhas praticamente penduradas no barranco, se equilibrando entre a estrada e a praia la embaixo. Já outras áreas são praias e parques estaduais, com estacionamento e, se você tiver sorte, até banheiro público e chuveirinho. Essas tendem a ser as mais interessantes.

Nesse último finde descobrimos uma muito simpática, cheia de formações rochosas, muito legais, com uns túneis entre as pedras que vão te levando a outra praia, e outra praia, e outra praia, cada uma mais linda do que a outra, vale a pena conferir a região.

Praia de Malibu - (c) André Goldstein

Praia de Malibu - (c) André Goldstein

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Viajamos para Monolake no início do verão, e por algum motivo eu estava relutante em contar essa história. Acho que é porque anotei tudo no meu caderninho, ou seja, já escrevi tudo que tinha para escrever uma vez, e ai faltou inspirarão para falar tudo novamente. Mas agora tenho um bom motivo para relembrar, já que uma das fotos de monolake é finalista em outro concurso de fotografia, dessa vez no concurso mensal da BetterPhotos.

Essa viagem foi particularmente interessante, passamos por Alabama Hills, por Juno Lake, Bodie e Monolake. O mais engraçado é que havia um workshop sobre fotografia acontecendo na região, então, em praticamente todos os lugares que passamos havia um enxame de fotógrafos lutando por um lugar ao sol (ou ao pôr-do-sol, ou ao nascer do sol), para o nosso fotógrafo foi complicado, é difícil achar inspiração tendo que competir por cada centímetro de visão com mais 500 outras pessoas (okay, deviam ser uns 10 ou 12, mas mesmo assim…). Para quem fica só assistindo e meditando, como é o meu caso, é divertido. Todos se concentram em um mesmo lugar, poucos tomam a iniciativa de procurar um ângulo diferente, e quando o fazem, logo são seguidos por um bando. Abaixo as anotações que fiz enquanto estava lá, complementadas por um pouco de informação que encontrei na web ao transcrever tudo aqui (não resisti!)

21 de Junho de 2008:

Agora estamos em Monolake, 100 milhas ao norte dos Alabama Hills. Subimos lentamente, passando por June Lake, deslumbrante, coisa de cartão postal, e chegamos aqui umas 4:00 da tarde. Passeamos pelo parque, encontramos um suiço muito simpático, que deu umas dicas sobre os melhores lugares para fotografar o pôr-do-sol. Aliás, ele tirou 5 meses de férias para viajar pela América do Norte, e está hospedado em seu carro!

Depois de explorar um pouco o parque, paramos para um almoço-jantar e voltamos para pegar o pôr-do-sol, que é dos melhores horários para fotografar qualquer lugar. Mas especialmente favorável para fotografar um lugar como este. Monolake é um lago salgado, praticamente um mar interior, cuja concentração de sal, que varia conforme o nível de água no lado, é pelo menos 2 vezes maior do que a concentração de sal no mar. Em monolake ninguém nada, muito menos afunda, consegue-se apenas boiar (não que eu tenha tentado!). O lago é refugio de muitas espécies de aves e segundo a wiki é um dos ecossistemas mais produtivos da América do Norte.

Mas o que chama mesmo a atenção dos viajantes, e que atrai fotógrafos de todo o mundo são seus tufos calcários. Que aparecem e desaparecem com as variações do nível de água do lago. E que formam umas torres de rochas que variam em cores e tamanho e adquirem cores fascinantes conforme são banhadas pelos raios solares.

Monolake é mais um lugar fascinante, que fica escondido atrás da Sierra Nevada e que nos foi uma grata surpresa. Recomedo uma visita a quem estiver por essas bandas!

E para ajudar, mesmo com toda a concorrência do pessoal do curso de fotografia, o nosso fotógrafo deu um jeitinho de tirar a fotinho abaixo que está fazendo o maior sucesso no concurso de fotografia que mencionei acima. Infelizmente, esse concurso não é de votação popular, então tudo que se pode fazer é torcer!

André Goldstein

Copyright: André Goldstein

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Estou muito feliz e contente de informar que o nosso fotógrafo exclusivo teve uma de suas fotos selecionada entre as 40 melhores do concurso de fotografia da Revista Outdoor Photographer que é promovido pela Canon e Microsoft.

Esse é um concurso grande, cada participante pode submeter até 3 imagens, então são aproximadamente 4.500 fotos concorrendo. O concurso se chama TOP 100 Iconic Photo Locations of the World, e a etapa para a qual a foto do André foi selecionada é a People’s Choice, ou seja, a que vai para votação popular.

Ficamos sabendo hoje ( 20/08/2008 ) da seleção e amanhã já acaba a votação. Mas, aqui está a foto:

André Goldstein

Bristlecone Pine Forest - Copyright: André Goldstein

Coincidentemente as Bristlecone Pines foram o tema do primeiro post desse blog, e todos os nossos passeios por aquelas bandas estão rendendo frutos. Então, se você tiver um tempinho, e gostar da foto, clique aqui para votar. A família errante agradece!

UPDATE:

Parece que ainda dá para votar, não sabemos se os votos depois do dia 21 contarão, mas não custa tentar 😉

UPDATE 2: agora acabaram mesmo as votações, então é cruzar os dedinhos e torcer pelo melhor 😉

UPDATE 3: As fotos vencedoras já estão no site. A do André não está entre elas, mas valeu muito a brincadeira. Obrigada novamente a todos que votaram. 🙂

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