Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Filmes’ Category

To Kill a mockingbird, ou O sol é para todos de Harper Lee é um clássico da literatura americana moderna. Confesso que fiquei curiosa para ler o livro após várias referências em filmes (o mais recente Trumamn Capote – com o fastastico Phillip Seymour Hoffman e a multifacetada Katherine Kenner). A história, um advogado de uma pequena Maycomb no Alabama nomeado defensor público de um negro acusado injustamente de estuprar uma moça branca, já não é mais novidade nos dias de hoje, apenas mais um entre os muitos casos de racismo e segregação na América do início do século XX.

O que traz beleza e uma certa imortalidade ao texto, é que ele é contado sob o ponto de vista de uma garotinha, Scout Finch, filha do advogado, Athicus Finch. Scout é o que os americanos chamam de tomboy, ou em bom português uma moleca! Foi criada pelo pai Athicus Finch, o advogado da história, e a criada Cal, junto ao irmão, Gem Finch, desde que sua mãe morreu quando Scout ainda era bebe. Scout é precoce, opiniosa e seu comportamento não está dentro dos padrões esperados de uma mocinha da sociedade da pequena cidade.

Com seu jeito direto e objetivo, mas com a inocência que é característica das crianças, Scout nos apresenta Maycomb com todas as suas qualidades e suas injustiças e idiossincrasias. Em sua narrativa, a menina nem sempre percebe as muitas camadas de complicações existentes nas cenas que descreve, sua inocência a torna ingênua, mas a incongruências e desigualdades não passam despercebidas ao leitor.

A batalha entre os poucos cidadãos que acreditam em um mundo mais justo, em que todos os homens são iguais e a grande massa que prefere manter o status quo tem final esperado, porém isso não importa. O que importa, segundo Athicus Finch é fazer a coisa certa, para poder andar de cabeça erguida, e olhar nos olhos dos filhos sem vergonha, na certeza que ter-lhes dado o melhor exemplo.

Fantástico livro. Aliás, ganhou premio pulitzer de literatura e virou filme ganhador do Oscar em 1962. Divirtam-se!

Anúncios

Read Full Post »

O ano é 1970, ano de copa do mundo, em que o Brasil se torna Tri-Campeão Mundial. Também é ano de forte atuação da ditadura, e os pais de Mauro, o protagonista mirim da história precisam tirar uma “férias”, deixando o garoto na casa do avô paterno, Mótel (participação relâmpago de Paulo Autram), que é judeu e faz parte da comunidade Judia de Bom Retiro, em São Paulo.

Infelizmente, no tempo curto da viagem entre Belo horizonte e São Paulo mótel morre, de um infarto fulminante. Sem saber de nada, os pais largam Mauro as pressas na porta do edifício, deixando o garoto sozinho, sem eira nem beira. O vizinho de seu avô, Shlomo, acaba sendo incumbido pela comunidade de tomar conta do garoto. O filme então se desenvolve com a integração de Mauro a vida daquele prédio, onde ele descobre toda uma nova cultura, e como ele lida com os choques iniciais dessa descoberta. Há tiradas maravilhosas, muita graça e leveza para lidar com um tópico tão pesado, que envolve não apenas a questão da ditadura, mas as várias formas de preconceito que permeiam o dia a dia dos personagens. A leveza vem de incluir o futebol, como elo que liga todos os povos, todas as crenças e todas as ideologias.

A narrativa de Mauro, suas descobertas, as amizades que faz durante seu exílio em SP, tornam esse filme comovente. Gostei muito, e recomendo!

P.S.: Descobri que é bem mais fácil deixar aqui um link para o trailler do que achar o Poster! 😉

Read Full Post »

Estamos em casa nessas duas últimas semanas. Nenhuma viagem… apenas pequenas aventuras locais. Incluindo uma tentativa frustrada de assistir o novo Batman ( O cavaleiro das trevas). Chegamos há 15 minutos da sessão das 4:00 e só tinha ingresso disponível para sessão das 8:00, é ruim neh? Mas não desistimos não, vamos tentar novamente uma hora dessas.

Enquanto isso, entre uma sessão ou outra de startrek, house e Monk, estamos aproveitando para assistir uns filminhos novos, e outros mais antiguinhos. Na terça teve Definitely, maybe (que traduzindo meio toscamente – casa de ferreiro espeto de pau – seria algo como “Definitivamente, talvez” – uma coisa assim, como direi, bem decidida). Romance moderno com um novo galã de Hollywood Ryan Reynolds, e um grupo de atrizes pra lá de talentosas, incluindo Rachel Weizs, Isla Fisher e a gracinha da Abigail Breslin (de Pequena Miss Sunshine).

Após uma aula de educação sexual, Maya (Abigail B), um tanto quanto traumatizada e curiosa com as coisas que aprendeu, convence seu pai a lhe contar sobre sua vida amorosa, e o que o levou a casar-se com sua mae, na esperança de que isso o faça descobrir porque apaixonou-se por ela e quem sabe os ajude a reviver o romance, já que seus pais estão no momento em processo de separação.

Convencido, mas não 100% satisfeito, o nosso galã resolve contar a história a sua maneira, ou seja, troca nomes e eventos e deixa a encargo da pequena descobrir quem é sua mãe entre as namoradas que o pai teve quando mais jovem. É uma história de encontros e desencontros, amores e desamores, com momentos divertidos, outros nem tanto, exatamente como essas histórias devem ser, mas sem ser cliché demais! Gostei e recomendo! 🙂

Hahaha, depois que escrevi tudo fui procurar o poster, e o título do filme ficou: “três vezes amor“, tudo a ver né gente? Fala sério! Mas não pensem que é culpa do tradutor não. Quem dá nome aos filmes é o pessoal de marketing! :). Enfim, não achei o poster, então fica ai o trailer do youtube, enquanto estiver no ar!

Read Full Post »


VasquezRocks

Originally uploaded by nossasandancas

Hoje o fim de tarde rendeu outra viagem curtinha, uns 15 minutinhos de carro até Vasquez Rocks, um (mini) parque estadual que fica bem pertinho de casa. Para os fãs de Jornada nas Estrelas (Star Trek) ele tem significado especial. Basta uma curta caminhada por suas trilhas para (mesmo uma fã não tão dedicada, como eu) identificar rapidamente as típicas locações da série.

Com suas formações rochosas enviesadas, brotando do chão arenoso do deserto, e formando camadas de pedras de cores variadas, a cada quebrada fica a impressão de que vamos encontrar o famoso e sedutor Capitão Kirk ou quem sabe Mr. Spock com suas orelhas pontiagudas e sua lógica irredutível. Mas, a região não foi apenas palco de Jornada nas Estrelas. Inúmeros outros filmes e séries, foram e continuam sendo gravados no local, entre eles, Pequena Miss Sunshine (2006), Carros (2006), Planeta dos Macacos (2001),e Os Flintstones (1994). A região também consta da lista de locações do novo filme da série Jornada nas Estrelas (2009). Infelizmente chegamos tarde, o filme já está em pós-produção, então não teremos sneak peak das gravações. Quem sabe no próximo?

Chegando em casa lembramos que hoje é quatro de julho, dia da independência americana, então fechamos a noite assistindo ao show de fogos de artifício do gramado do parquinho que tem aqui no nosso condomínio. Não chegou aos pés do Quatro de Julho de Chicago, tão pouco das celebrações de virada de ano do Rio de Janeiro. Mas foi bonitinho, não custou nada, e a gente nem precisou pegar o carro pra chegar lá 😉

Read Full Post »

Homem de Ferro

Fomos assistir o Homem de Ferro há umas duas semanas atrás. Confesso que, como não conhecia o quadrinho, não estava lá tão empolgada. Havia dado uma olhada nas críticas, mas crítica nem sempre quer dizer muito, e estava achando nada a ver com nada colocarem o Robert Downey Jr. como super-herói (Não me entendam mal, sou super fã do moçoilo, mesmo com todas as encrencas em que ele já se meteu, acho que é um tremendo ator, só duvidei que fosse bom pra esse tipo de personagem). Mas confesso que tive que reduzir-me a minha completa insignificância no quesito produção/direção cinematográfica, pois o cara deu um show de interpretação, amei (Não é por nada que minha atuação fica limitada ao lado de cá da telona!).

Mas voltando ao filme, gostei muito. Tem uma história bem bolada, atuações perfeitas, e a quantidade certa de cenas de combate e ação, para não deixar ninguém passando vontade, mas sem tomar conta do filme. Os efeitos especiais da armadura de ferro também estavam muito legais, pra quem gosta dessa parte. Até o Jeff Bridges que costumo achar meio sem graça, estava super bem como vilão da história.

Resumo da ópera, recomendo!

Read Full Post »