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Archive for the ‘Blog Action Day’ Category


Nada melhor para dar continuidade as minhas postagens sem fugir muito do assunto tese (e, portanto, sem ficar com dor na consciência) do que participar do Blog Action Day.

O Blog Action Day é uma ação organizada por blogueiros do mundo todo, que se juntam (virtualmente) no dia 15 de outubro de cada ano em busca de conscientização e formação de opinião em torno de um assunto específico.

O tema desse ano é a POBREZA.

Infelizmente, enquanto a economia mundial cresce a proporções jamais vistas, com cifras na casa dos trilhões de dólares (coisa que a minha cabecinha nem consegue assimilar), a distancia entre os que tem muito e os que tem muito pouco ou nada, está cada vez maior.  As teorias neoclássicas de crescimento econômico, que predizem uma convergência de renda e outros fatores têm cada vez menos credibilidade e o famoso efeito trickle down (teoria de crescimento/investimento indireto – de cima para baixo) nunca chega para o pessoal na base da pirâmide.

Essa desigualdade pode ser observada no contexto macroeconômico, entre países, como Islandia, que tem o mais alto Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,968 (praticamente 1 – que seria o ideal), e onde a expectativa de vida no nascimento chega a mais de 80 anos, e o PIB percapita é de US$ 36.510 ao ano, e a Serra Leoa, que tem IDH de 0,336, mais baixo do mundo, cuja expectativa de vida no nascimento é de pouco mais de 40 anos e o PIB per capita anual é de aproximadamente US$ 800.

Mas essas diferenças não são apenas entre países. O IDH Brasileiro (a figura agregada, que na verdade não diz muita coisa), por exemplo, tem aumentado constantemente nas últimas décadas, chegando a aproximadamente, 0.80 em 2000, o que nos coloca ranking dos países desenvolvidos. No entanto, as diferenças entre os municipios e as regiões são gritantes. Temos municipios como São Caetano do Sul (SP) com IDH de 0,919 em 2000, enquanto Manari (PE) tem IDH de 0,467.

Mais do que isso, temos diferenças gritantes dentro das cidades,que se refletem no espaço urbano, em forma de um crescente isolamento entre as classes sociais, onde os ricos tendem cada vez mais a se auto-segregar, seja através de condomínios fechados, com sistema de segurança e entrada controlada, seja através de espaços semi-privados, cujo acesso é limitado a um certo grupo social.

Alguns dos aspectos negativos desse isolamento social são a produção e reprodução de preconceitos e desigualdades, a ausência de representação política, a falta de acesso a serviços públicos e privados, como bancos, finaciamentos, e uma sensação de impotência generalizada, que perpetuam situações de pobreza e discriminação, e deixa pouco espaço para o crescimento e a famosa (senão mitológica) escalada social, onde a POBREZA é muito mais do que falta de bens econômicos, mas sim a marginalização e a desumanidade (se é que essa palavra existe).

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