Viajamos para Monolake no início do verão, e por algum motivo eu estava relutante em contar essa história. Acho que é porque anotei tudo no meu caderninho, ou seja, já escrevi tudo que tinha para escrever uma vez, e ai faltou inspirarão para falar tudo novamente. Mas agora tenho um bom motivo para relembrar, já que uma das fotos de monolake é finalista em outro concurso de fotografia, dessa vez no concurso mensal da BetterPhotos.
Essa viagem foi particularmente interessante, passamos por Alabama Hills, por Juno Lake, Bodie e Monolake. O mais engraçado é que havia um workshop sobre fotografia acontecendo na região, então, em praticamente todos os lugares que passamos havia um enxame de fotógrafos lutando por um lugar ao sol (ou ao pôr-do-sol, ou ao nascer do sol), para o nosso fotógrafo foi complicado, é difícil achar inspiração tendo que competir por cada centímetro de visão com mais 500 outras pessoas (okay, deviam ser uns 10 ou 12, mas mesmo assim…). Para quem fica só assistindo e meditando, como é o meu caso, é divertido. Todos se concentram em um mesmo lugar, poucos tomam a iniciativa de procurar um ângulo diferente, e quando o fazem, logo são seguidos por um bando. Abaixo as anotações que fiz enquanto estava lá, complementadas por um pouco de informação que encontrei na web ao transcrever tudo aqui (não resisti!)
21 de Junho de 2008:
Agora estamos em Monolake, 100 milhas ao norte dos Alabama Hills. Subimos lentamente, passando por June Lake, deslumbrante, coisa de cartão postal, e chegamos aqui umas 4:00 da tarde. Passeamos pelo parque, encontramos um suiço muito simpático, que deu umas dicas sobre os melhores lugares para fotografar o pôr-do-sol. Aliás, ele tirou 5 meses de férias para viajar pela América do Norte, e está hospedado em seu carro!
Depois de explorar um pouco o parque, paramos para um almoço-jantar e voltamos para pegar o pôr-do-sol, que é dos melhores horários para fotografar qualquer lugar. Mas especialmente favorável para fotografar um lugar como este. Monolake é um lago salgado, praticamente um mar interior, cuja concentração de sal, que varia conforme o nível de água no lado, é pelo menos 2 vezes maior do que a concentração de sal no mar. Em monolake ninguém nada, muito menos afunda, consegue-se apenas boiar (não que eu tenha tentado!). O lago é refugio de muitas espécies de aves e segundo a wiki é um dos ecossistemas mais produtivos da América do Norte.
Mas o que chama mesmo a atenção dos viajantes, e que atrai fotógrafos de todo o mundo são seus tufos calcários. Que aparecem e desaparecem com as variações do nível de água do lago. E que formam umas torres de rochas que variam em cores e tamanho e adquirem cores fascinantes conforme são banhadas pelos raios solares.
Monolake é mais um lugar fascinante, que fica escondido atrás da Sierra Nevada e que nos foi uma grata surpresa. Recomedo uma visita a quem estiver por essas bandas!
E para ajudar, mesmo com toda a concorrência do pessoal do curso de fotografia, o nosso fotógrafo deu um jeitinho de tirar a fotinho abaixo que está fazendo o maior sucesso no concurso de fotografia que mencionei acima. Infelizmente, esse concurso não é de votação popular, então tudo que se pode fazer é torcer!

Copyright: André Goldstein

Linda essa foto!