To Kill a mockingbird, ou O sol é para todos de Harper Lee é um clássico da literatura americana moderna. Confesso que fiquei curiosa para ler o livro após várias referências em filmes (o mais recente Trumamn Capote – com o fastastico Phillip Seymour Hoffman e a multifacetada Katherine Kenner). A história, um advogado de uma pequena Maycomb no Alabama nomeado defensor público de um negro acusado injustamente de estuprar uma moça branca, já não é mais novidade nos dias de hoje, apenas mais um entre os muitos casos de racismo e segregação na América do início do século XX.
O que traz beleza e uma certa imortalidade ao texto, é que ele é contado sob o ponto de vista de uma garotinha, Scout Finch, filha do advogado, Athicus Finch. Scout é o que os americanos chamam de tomboy, ou em bom português uma moleca! Foi criada pelo pai Athicus Finch, o advogado da história, e a criada Cal, junto ao irmão, Gem Finch, desde que sua mãe morreu quando Scout ainda era bebe. Scout é precoce, opiniosa e seu comportamento não está dentro dos padrões esperados de uma mocinha da sociedade da pequena cidade.
Com seu jeito direto e objetivo, mas com a inocência que é característica das crianças, Scout nos apresenta Maycomb com todas as suas qualidades e suas injustiças e idiossincrasias. Em sua narrativa, a menina nem sempre percebe as muitas camadas de complicações existentes nas cenas que descreve, sua inocência a torna ingênua, mas a incongruências e desigualdades não passam despercebidas ao leitor.
A batalha entre os poucos cidadãos que acreditam em um mundo mais justo, em que todos os homens são iguais e a grande massa que prefere manter o status quo tem final esperado, porém isso não importa. O que importa, segundo Athicus Finch é fazer a coisa certa, para poder andar de cabeça erguida, e olhar nos olhos dos filhos sem vergonha, na certeza que ter-lhes dado o melhor exemplo.
Fantástico livro. Aliás, ganhou premio pulitzer de literatura e virou filme ganhador do Oscar em 1962. Divirtam-se!

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