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Pastel Caseiro

Ontem fomos a um evento brasileiro em Los Angeles em comemoração a independência do Brasil. Ficamos pouco tempo, e nem tirei fotos. Já havíamos almoçado e eu estava contando com um pudim de leite de sobremesa, ou na pior das hipóteses, um brigadeirinho. Não achei nem uma coisa nem outra, apenas uma cocada caríssima ($3 dólares!), que não estava ruim, mas também não estava maravilhosa.

Mas, para não sair de mãos abanando, compramos pastel de feira e uns guaranás para fazer um lanche na praia, nossa próxima parada. O guaraná estava uma delícia, mas também, guaraná antártica nunca decepciona, não é mesmo? Os pastéis estavam no mesmo nível da cocada, não estavam ruins, mas também não estavam deliciosos (e nem vou falar do preço exorbitante), e serviram sim para incutir na minha mente (ou no meu estômago), uma vontade de comer mais pastel.

Hoje a noite a vontade aumentou, e resolvi tentar fazer pastéis. O grande problema de pastel aqui é a massa. Não se acha aquela massa de pastel prontinha que a gente encontra em qualquer padaria/mercadinho ai no Brasil. Então, para variar recorri a internet para encontrar uma receitinha de massa de pastel para tentar fazer em casa. Depois de estudar algumas opções, escolhi essa aqui (critério de escolha? - a receita pedia aguardente, e lembrei que as receitas de massa frita que minha mãe costumava fazer em casa sempre pediam cachaça):

Ingredientes:

500 g de farinha de trigo

200 ml água

1 colher (sobremesa) sal

1 colher (sopa) óleo

1 colher (sopa) aguardente

Óleo para fritar

Recheios variados

Modo de fazer:

Aquecer a água e juntar o sal, Misturar e reservar. Colocar a farinha, o óleo e a aguardente em um recipiente. Misturar tudo acrescentando a água com sal reservada anteriormente. Sovar bem até que a massa fique lisinha e homogênea (tive que acrescentar mais trigo para obter aquela consistência similar a massa de pão).

Deixa a massa descansar por aproximadamente 10 minutos. Abra a massa com o rolo, coloque o recheio escolhido, feche e pressione as laterais com as pontas dos dedos. Frite em óleo quente.

Recheie alguns com queijo e outros com queijo e presunto. A parte mais difícil foi conseguir esticar a massa para ficar bem fina, e depois fritar sem deixar queimar ou sem o pastel estourar (o que faz com que respingue óleo para todo lado - mais ainda do que o normal da fritura). Mas o resultado foi bem positivo, e como sempre está ai a foto pois nesse blog só entram receitas testadas pessoalmente na nossa cozinha e aprovadas pelo degustador-mor (ou qualquer desavisado que eu eu achar de cobaia por ai!).

Pastel Caseiro

Pastel Caseiro

P.S.: Tem que dar um desconto para forma, já que com massa caseira é difícil fazer tudo perfeitamente redondinho, ou quadrinho, ou em formato de meia-lua. ;)

Nas últimas semanas, praticamente tudo que se lê/vê/ouve das notícias aqui está direta, ou indiretamente relacionado as eleições presidenciais que acontecerão agora em novembro aqui na terra do Tio Sam. Essa é a terceira eleição presidencial que acompanho por aqui e, como das outras vezes, tenho me pego grudada na TV, ou caçando notícias em blogs e jornais online sobre os candidatos, suas táticas, e as últimas pesquisas, com um interesse crescente.

Nunca fui uma pessoa politicamente engajada enquanto morava no Brasil (Não me orgulho disso mas é fato e tem que ser dito para que o resto do que vou dizer faça sentido) e as vezes me surpreendo com esse meu interesse no processo daqui. Me pergunto se é apenas um sinal de maturidade, ou se o processo eleitoral aqui é mais interessante. Ou ainda, se é uma obsessão meio platônica da minha parte, já que não posso votar, apenas torcer pra que quem pode seja consciente e vote com a razão.

Tudo começou no fim de 1999, quando aportei para minha primeira visita, exatamente no meio do furacão que foi o processo que elegeu Bush como presidente. Meus conhecimentos de inglês eram limitadíssimos, e eu simplesmente não conseguia entender como era possível que em uma democracia, o voto da maioria não fosse suficiente para eleger o candidato. Passei muito das minhas aulas de inglês tentando entender o conceito de colégio eleitoral e delegados de partido e sempre duvidava de meus ouvidos, ou da minha capacidade de compreensão da língua. Com o tempo me dei conta de que estava entendendo certo, e que o processo sim é que era bizarro, pelo menos para o meu conceito de democracia. Acompanhar as eleições de 2004 foi mais fácil, afinal, já entendia o processo, difícil foi engolir os resultados, mas isso já é uma outra história…

Esse ano o processo está sendo pra lá de interessante, já que o principal assunto em pauta é a economia (alguns até tentam puxar para o lado da segurança nacional, mas não parece estar colando mais!). A recessão econômica é sentida por todos no dia a dia, o que é muito diferente de uma guerra sendo travada do outro lado do mundo. Logicamente as duas coisas estão íntimamente relacionadas, mas é só quando as conseqüências dessa última vem bater a porta em forma de contas mais altas, desemprego e casos de falência (que tem sido freqüentes com a explosão da bolha imobiliária) é que as pessoas passam a se interessar pelo assunto. E talvez esse seja mais um dos motivos para o meu interesse político crescente nos últimos anos.

É bem verdade que não ter horário político aqui também ajuda. O que a gente vê acabam sendo os debates e as notícias na mídia, que são sempre mais interessantes (e, na minha opinião, mais eficientes) do que ouvir o candidato se auto bajulando ou falando uma frase de duas palavras, só para dizer que mostrou a cara na TV. Outra coisa que facilita acompanhar o processo é que são apenas dois partidos. No início, ou primárias, uma série de candidatos a candidato se alistam em cada partido e começa um processo interno para eleger um candidato. Agora, nos últimos dois meses, que é o período mais importante pois é ai que a grande maioria das pessoas começa seriamente a prestar atenção, sobram apenas os dois candidatos e alguns poucos independentes que nem fazem cócegas no processo. Assim, os eleitores tem mais chances de conhecer melhor cada um dos candidatos, e assim tomar uma decisão, no mínimo mais informada.

Não que o processo aqui não tenha grandes problemas, alguns deles intrínsecos a cultura americana, outros (acho eu) intrínsecos ao processo político em qualquer lugar. Entre eles o que mais me incomoda é a tendência a distrair-se do que é realmente importante (o que não é privilégio americano), e a ênfase em questões que são no mínimo irrelevantes, como a cor da pele do candidato, se é homem, mulher (ou indeciso), se é religioso, ateu ou qualquer outra coisa que o valha, entre outras. Além disso, essa limitação partidária que facilita o acompanhamento do processo eleitoral, também limita muito as possibilidades de algum candidato independente, qualquer que seja, consiga eleger-se, ou mesmo tornar-se um candidato forte em qualquer das eleições. Isso significa que para tornar-se um candidato com chances de ser eleito, o político tem que em grande parte, aliar-se as políticas e preceitos de um dos dois partidos.

Acho que agora preciso passar uma temporada de campanha no Brasil para ver como vou reagir ao nosso processo. :)

Hoje foi feriado aqui, então aproveitamos o finde mais comprido e fomos para o litoral. Na região da praia de Pismo, há umas 3 horas daqui. Pegar praia por aqui é sempre muito diferente de pegar praia no Brasil, já que na maioria das vezes está frio demais para cair na água, ou mesmo pegar um solzinho na areia, então a gente aproveita para apreciar a natureza. Dessa vez não foi diferente, o fim de semana foi gostoso, o tempo não ajudou muito, mas pelo menos não choveu, então conseguimos fazer algumas caminhadas e aproveitar o pôr-do-sol de sábado e domingo.

Porém a grande e inesperada aventura foi o nosso primeiro passeio de caiaque. Estávamos no fim do nosso passeio, e resolvemos dar uma olhada na baia de Morro Bay, antes de pegar a estrada para voltar para casa. Chegando lá o que mais haviam eram caiaques passeando pelas águas calminhas da baia. Uma coisa tão convidativa…. foi dando uma vontade de entrar naquela água também….

Quando avistamos uma barraca alugando caiaques, não resistimos, e encaramos nossa primeira viagem. Munidos de coletes salva-vidas e uma sacola a prova d’água para os nossos pertences mais básicos, entramos no barquinho e saímos remando.  Fui na frente, pois o remador mais forte deve ficar atrás do barquinho, comandando a operação, e o passeio não decepcionou. Simplesmente adorei!

Remamos 45 minutos até as dunas do outro lado da baia. No caminho passamos por duas foquinhas felizes e faceiras, além de zilhões de pássaros, entre eles gaivotas, gaivotinhas e os deslumbrantes pelicanos, que andavam aos bandos por todas as praias por onde passamos, fazendo razantes na nossa frente. Fizemos uma parada rápida do outro lado, uma pequena caminhada pelas  dunas, e logo voltamos. Sabe como é, marinheiros de primeira viagem, umas nuvens meio pesadas se aproximando…  Mas a volta foi bem mais rápida e, apesar de uma corrente mais forte estar nos puxando para dentro da baia, relativamente tranqüila.

Achei tudo relativamente fácil, você rema uma vez para cada lado para seguir em frente, se quer ir para uma direção rema para o lado oposto, e assim vai ajustando o passo, digo a remada, conforme a maré. O passeio foi curto, mas serviu para deixar um gostinho de quero mais. E agora o mais novo sonho de consumo da nossa lista é um caiaque. ;)

Caiaque

Caiaque1

Lembram daquela amiga que me levou pra passear em LA? Pois bem, além de me apresentar ao GPS, que já está no carrinho de compras da Amazon esperando não sei o que ($$$ será???), ela também me ‘reapresentou’ ao itouch, o sonho de consumo anterior materializado no meu último níver, e que estava meio abandonado.

O itouch é uma versão sem telefone do iphone, para quem não estava afim (ou não tinha $$$) de um contrato com a AT&T, mas queria muito um gadget desses mesmo assim. Tem todas as funcionalidades do iphone, exceto o telefone, ou seja, permite que você navegue na internet, cheque seus emails e coisa e tal, desde que tenha uma conexão wireless nas redondezas. Basicamente, é um minicomputador (alías, acabei de me dar conta da incongruência da palavra microcomputador nos dias de hoje, mas enfim). O problema é que quando ganhei o bichinho, achei que ele poderia funcionar como um leitor pra livros eletrônicos, e fiquei meio decepcionada quando me dei conta que ele não tinha essa funcionalidade.

Mas isso é coisa do passado. Minha amiga me apresentou a loja Apple Apps, que tem uma infinidade de applicativos para o iphone e o itouch ( e o melhor, vários deles são gratuitos). Até o momento já tenho instalados forca, paciência, tetris (alguém lembra? - eu adorava esse) e outros tantos jogos e trivias. Mas, a melhor parte é que baixei dois aplicativos o STANZA e o eReader, que permitem ler livros eletrônicos diretamente no seu itouch/iphone, na hora em que melhor lhe convier.

Parte I, Capitulo 1, 1984 de George Orwell

Parte I, Capítulo 1, 1984 de George Orwell

Em termos de praticidade na leitura, gostei mais do STANZA, ele é rápido para mudar de páginas, e tem aquela funcionalidade do itouch/iphone que muda a orientação da página automaticamente, conforme a posição do gadget. Mas, como nem tudo é perfeito, até o momento você só pode baixar livros do catalogo online da própria stanza, e apesar de eles terem um bom número de clássicos em domínio público (inclusive alguns em outras línguas, ainda não achei nada em português, mas também não procurei muito), você fica limitado ao que eles oferecem.

No eReader (assim como no Stanza), o livro ficar armazenado no próprio itouch/ipod, mas notei que demora um pouco para carregar para leitura, e também na rapidez com que se muda de página, o que pode parecer besteira, mas com uma página tão curta, acaba que você pode ter que mudar de páginas várias vezes em menos de um minuto. Além disso, o programa não muda a orientação da página automáticamente, você precisa ir ao settings para configurar esse detalhe. A grande vantagem? O eReader permite que você baixe livros de qualquer site que ofereça livros digitais em formato PDB (por exemplo, o girliebooks, que tem uma coletânea de livros de autoras consagradas, e que oferece os livrinhos gratuitamente), além de te permitir comprar livros mais atuais no próprio site do eReader.

Como ambos os programas são gratuitos, baixando os dois você tem uma infinidade de possibilidades. A minha estante eletrônica já tem mais de 20 livros e, como os livros são leves, mesmo lotando sua estante, ainda sobra muito espaço para músicas e vídeos.

Esta semana terminei de ler o primeiro: 1984, de George Orwell. Esse livro é assustadoramente brilhante, um clássico publicado em 1949, cuja mensagem assusta mais ainda por continuar tão atual (ou talvez mais) do que na época em que foi lançado. Para quem não sabe, o termo Big Brother, atualmente tão associado ao reality TV show que começou na europa e é sucesso no Brasil há anos, foi cunhado neste livro, 1984, e se refere a idéia de uma ‘entidade’ dominadora, que está sempre te observando, sempre te controlando, que sabe não apenas o que você faz, mas, e o que é pior, o que você pensa. Esse livro merece um poste exclusivo, e se um dia criar coragem (ou perder completamente o juízo - o que vier primeiro), prometo escrever sobre ele. No momento, só consigo deixar minha recomendação:

LEIA 1984 de George Orwell.

Aliás, acho que ele deveria ser leitura obrigatória para todos nós. E com isso, vou me despedindo. Bons sonhos a todos. Pelo menos por enquanto, ainda se pode sonhar sem medo (eu acho!). ;)

Durante a semana das olimpíadas tenho tido o prazer de ouvir essa musiquinha maravilhosa tocar freqüentemente na minha TV, durante o comercial do McDonalds. E mesmo não estando nem ai para o Mc, e sabendo que eles fazem de tudo para vender seus burgers, sempre que passa o comercial, me pego sorrindo e acompanhando a música, que é lindinha:

A Minha Menina

Composição: Jorge Ben Jor (eu acho!)

Ela é minha menina
E eu sou o menino dela
Ela é o meu amor
E eu sou o amor todinho dela

A lua prateada se escondeu
E o sol dourado apareceu
Amanheceu um lindo dia
Cheirando a alegria
Pois eu sonhei
E acordei pensando nela

Pois ela é minha menina
E eu sou o menino dela
Ela é o meu amor
E eu sou o amor todinho dela

A roseira já deu rosas
E a rosa que eu ganhei foi ela
Por ela eu ponho o meu coração
Na frente da razão
E vou dizer
Pra todo mundo
Como gosto dela

Pois ela é minha menina
E eu sou o menino dela
Ela é o meu amor
E eu sou o amor todinho dela

A lua prateada se escondeu
E o sol dourado apareceu
Amanheceu um lindo dia
Cheirando alegria
Pois eu sonhei
E acordei pensando nela

Pois ela é minha menina
E eu sou o menino dela
Ela é o meu amor
E eu sou o amor todinho dela
Minha menina,
Minha menina…

Viajamos para Monolake no início do verão, e por algum motivo eu estava relutante em contar essa história. Acho que é porque anotei tudo no meu caderninho, ou seja, já escrevi tudo que tinha para escrever uma vez, e ai faltou inspirarão para falar tudo novamente. Mas agora tenho um bom motivo para relembrar, já que uma das fotos de monolake é finalista em outro concurso de fotografia, dessa vez no concurso mensal da BetterPhotos.

Essa viagem foi particularmente interessante, passamos por Alabama Hills, por Juno Lake, Bodie e Monolake. O mais engraçado é que havia um workshop sobre fotografia acontecendo na região, então, em praticamente todos os lugares que passamos havia um enxame de fotógrafos lutando por um lugar ao sol (ou ao pôr-do-sol, ou ao nascer do sol), para o nosso fotógrafo foi complicado, é difícil achar inspiração tendo que competir por cada centímetro de visão com mais 500 outras pessoas (okay, deviam ser uns 10 ou 12, mas mesmo assim…). Para quem fica só assistindo e meditando, como é o meu caso, é divertido. Todos se concentram em um mesmo lugar, poucos tomam a iniciativa de procurar um ângulo diferente, e quando o fazem, logo são seguidos por um bando. Abaixo as anotações que fiz enquanto estava lá, complementadas por um pouco de informação que encontrei na web ao transcrever tudo aqui (não resisti!)

21 de Junho de 2008:

Agora estamos em Monolake, 100 milhas ao norte dos Alabama Hills. Subimos lentamente, passando por June Lake, deslumbrante, coisa de cartão postal, e chegamos aqui umas 4:00 da tarde. Passeamos pelo parque, encontramos um suiço muito simpático, que deu umas dicas sobre os melhores lugares para fotografar o pôr-do-sol. Aliás, ele tirou 5 meses de férias para viajar pela América do Norte, e está hospedado em seu carro!

Depois de explorar um pouco o parque, paramos para um almoço-jantar e voltamos para pegar o pôr-do-sol, que é dos melhores horários para fotografar qualquer lugar. Mas especialmente favorável para fotografar um lugar como este. Monolake é um lago salgado, praticamente um mar interior, cuja concentração de sal, que varia conforme o nível de água no lado, é pelo menos 2 vezes maior do que a concentração de sal no mar. Em monolake ninguém anda, muito menos afunda, consegue-se apenas boiar (não que eu tenha tentado!). O lago é refugio de muitas espécies de aves e segundo a wiki é um dos ecossistemas mais produtivos da América do Norte.

Mas o que chama mesmo a atenção dos viajantes, e que atrai fotógrafos de todo o mundo são seus tufos calcários. Que aparecem e desaparecem com as variações do nível de água do lago. E que formam umas torres de rochas que variam em cores e tamanho e adquirem cores fascinantes conforme são banhadas pelos raios solares.

Monolake é mais um lugar fascinante, que fica escondido atrás da Sierra Nevada e que nos foi uma grata surpresa. Recomedo uma visita a quem estiver por essas bandas!

E para ajudar, mesmo com toda a concorrência do pessoal do curso de fotografia, o nosso fotógrafo deu um jeitinho de tirar a fotinho abaixo que está fazendo o maior sucesso no concurso de fotografia que mencionei acima. Infelizmente, esse concurso não é de votação popular, então tudo que se pode fazer é torcer!

André Goldstein

Copyright: André Goldstein

To Kill a mocking bird, ou O sol é para todos de Harper Lee é um clássico da literatura americana moderna. Confesso que fiquei curiosa para ler o livro após várias referências em filmes (o mais recente Trumamn Capote - com o fastastico Phillip Seymour Hoffman e a multifacetada Katherine Kenner). A história, um advogado de uma pequena Maycomb no Alabama nomeado defensor público de um negro acusado injustamente de estuprar uma moça branca, já não é mais novidade nos dias de hoje, apenas mais um entre os muitos casos de racismo e segregação na América do início do século XX.

O que traz beleza e uma certa imortalidade ao texto, é que ele é contado sob o ponto de vista de uma garotinha, Scout Finch, filha do advogado, Athicus Finch. Scout é o que os americanos chamam de tomboy, ou em bom português uma moleca! Foi criada pelo pai Athicus Finch, o advogado da história, e a criada Cal, junto ao irmão, Gem Finch, desde que sua mãe morreu quando Scout ainda era bebe. Scout é precoce, opiniosa e seu comportamento não está dentro dos padrões esperados de uma mocinha da sociedade da pequena cidade.

Com seu jeito direto e objetivo, mas com a inocência que é característica das crianças, Scout nos apresenta Maycomb com todas as suas qualidades e suas injustiças e idiossincrasias. Em sua narrativa, a menina nem sempre percebe as muitas camadas de complicações existentes nas cenas que descreve, sua inocência a torna ingênua, mas a incongruências e desigualdades não passam despercebidas ao leitor.

A batalha entre os poucos cidadãos que acreditam em um mundo mais justo, em que todos os homens são iguais e a grande massa que prefere manter o status quo tem final esperado, porém isso não importa. O que importa, segundo Athicus Finch é fazer a coisa certa, para poder andar de cabeça erguida, e olhar nos olhos dos filhos sem vergonha, na certeza que ter-lhes dado o melhor exemplo.

Fantástico livro. Aliás, ganhou premio pulitzer de literatura e virou filme ganhador do Oscar em 1962. Divirtam-se!

O ano é 1970, ano de copa do mundo, em que o Brasil se torna Tri-Campeão Mundial. Também é ano de forte atuação da ditadura, e os pais de Mauro, o protagonista mirim da história precisam tirar uma “férias”, deixando o garoto na casa do avô paterno, Mótel (participação relâmpago de Paulo Autram), que é judeu e faz parte da comunidade Judia de Bom Retiro, em São Paulo.

Infelizmente, no tempo curto da viagem entre Belo horizonte e São Paulo mótel morre, de um infarto fulminante. Sem saber de nada, os pais largam Mauro as pressas na porta do edifício, deixando o garoto sozinho, sem eira nem beira. O vizinho de seu avô, Shlomo, acaba sendo incumbido pela comunidade de tomar conta do garoto. O filme então se desenvolve com a integração de Mauro a vida daquele prédio, onde ele descobre toda uma nova cultura, e como ele lida com os choques iniciais dessa descoberta. Há tiradas maravilhosas, muita graça e leveza para lidar com um tópico tão pesado, que envolve não apenas a questão da ditadura, mas as várias formas de preconceito que permeiam o dia a dia dos personagens. A leveza vem de incluir o futebol, como elo que liga todos os povos, todas as crenças e todas as ideologias.

A narrativa de Mauro, suas descobertas, as amizades que faz durante seu exílio em SP, tornam esse filme comovente. Gostei muito, e recomendo!

P.S.: Descobri que é bem mais fácil deixar aqui um link para o trailler do que achar o Poster! ;)

Fui memada pela Impossível Jane. Ainda bem que ela já foi logo elucidando de que se trata esse negócio de meme, apesar de já ter visto isso antes, e até ter respondido um desses, eu não sabia que isso tinha nome não! E, pq ela é minha irmã gêmea separada de berço (só que ela não sabe!) eu nem vou xingá-la nem por seu nome na boca do sapo (até pq sapo, eu heim… cruzes!), e vou até me arriscar a responder bonitinho essa tal de meme:

1 - Quatro empregos que já tive (não necessariamente nessa ordem)

- assistente de secretária (de multinacional - de floripa!, viu?);

- professora de inglês (por três meses!);

- bolsista de graduação e de pós (e eterna estudante ;( );

- vendedora de calcinha em atacado, e me divertia horrores! (por essa vc não esperava!)

2 - Quatro filmes que eu assisto sempre que passam

- Harry e Sally;

- You’ve got mail;

- Sleepless in Seattle;

- sacou uma tendência basica??  Se tivesse o Tom Hanks no primeiro, ai ficaria perfeito, mas qualquer antigo (digo antigo pq ultimamente ela anda meio chatinha, sem contar o exagero do botox naquela boca) com a meg ryan e eu to lá.

3 - Quatro lugares que eu já morei

- Floripa (antes eu dizia quase toda a minha vida, mas agora já ta mais para uns 2/3s)

- Chicago (por 1 ano, que passou rápido demais, mas que me trouxe amizades pra vida toda)

- Blacksburg (por ~6 anos, que passaram muito lentamente, mas que também deixaram muitas saudades)

- Vancouver estado de Washington (por 1 ano - que passou em câmera lenta, me deixou embolorada, quase virei sapa, credo!)

4 - Quatro programas de TV que eu gosto

Aqui:

Monk, house, grey’s anatomy, that’s 70s shows

A Grande Família, o extinto Sai de Baixo, a novela da hora, Globo Reporter

5 - Quatro pessoas que me mandam e-mail regularmente

- o fotógrafo;

- o orkut;

- o goodreads

- e o Proz

6 - Quatro coisas que eu faço todo dia sem falta

tomar café

internet

TV

internet

6 - Quatro comidas favoritas

- arroz, feijão, bife e batata frita;

- pão de queijo;

-strogonoff com arroz e batata palha

- nhoque

7 -Quatro lugares que eu gostaria de estar

Floripa com a família;

Na China assistindo as olimpiadas;

Na Itália passeando;

Em qualquer lugar com praia sombra e água fresca;

8 - Passar a missão para 4 pessoas

Bom, também não me sobrou ninguém para passar isso adiante, mas se alguém ficar afim, sinta-se a vontade para se autoselecionar. Mas não deixe de me avisar para eu ir dar uma bisbilhotada.

Estou muito feliz e contente de informar que o nosso fotógrafo exclusivo teve uma de suas fotos selecionada entre as 40 melhores do concurso de fotografia da Revista Outdoor Photographer que é promovido pela Canon e Microsoft.

Esse é um concurso grande, cada participante pode submeter até 3 imagens, então são aproximadamente 4.500 fotos concorrendo. O concurso se chama TOP 100 Iconic Photo Locations of the World, e a etapa para a qual a foto do André foi selecionada é a People’s Choice, ou seja, a que vai para votação popular.

Ficamos sabendo hoje ( 20/08/2008 ) da seleção e amanhã já acaba a votação. Mas, aqui está a foto:

André Goldstein

Bristlecone Pine Forest - Copyright: André Goldstein

Coincidentemente as Bristlecone Pines foram o tema do primeiro post desse blog, e todos os nossos passeios por aquelas bandas estão rendendo frutos. Então, se você tiver um tempinho, e gostar da foto, clique aqui para votar. A família errante agradece!

UPDATE:

Parece que ainda dá para votar, não sabemos se os votos depois do dia 21 contarão, mas não custa tentar ;)

UPDATE 2: agora acabaram mesmo as votações, então é cruzar os dedinhos e torcer pelo melhor ;)

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